terça-feira, 7 de outubro de 2014

DIA NACIONAL DOS CASTELOS


Caricatura de D. Afonso Henriques
por Miguel Salazar
 
Comemorado a 7 de outubro, o Dia Nacional dos Castelos foi instituído em 1984 com o objetivo de promover atividades ao longo do país relativamente aos castelos, fortes e outros tipos de fortificações.
 
Certamente que já viste ou visitaste algum dos belos castelos medievais que se encontram de norte a sul de Portugal, que são recordações do nosso passado e parte importante da nossa história, que contam extraordinárias aventuras desde os tempos de D. Afonso Henriques e das lutas contra os invasores, ajudando a definir a identidade portuguesa e retratando a sociedade da época.

Se hoje em dia muitos castelos são simples ruínas, imagina-os majestosos há umas centenas de anos atrás, quando eram novos, com bandeiras coloridas hasteadas nas torres e soldados de armaduras resplandecentes a patrulhar as muralhas. Inicialmente foram construídos em madeira, vindo a ser substituídos por estruturas de pedra. Erguidos em sítios altos, dominavam e vigiavam a região. O governante local ou o rei viviam lá e os habitantes das aldeias em redor refugiavam-se ali em caso de perigo.
 
 
***
 
 
 Através dos contos onde neles habitam belas princesas e fadas ou terríveis dragões e gigantes, os castelos também fazem parte do imaginário infantil.

Ilustração Fernando Vilela
“Um dia, o país da nossa história acordou de boca aberta. Então não é que, mesmo no meio da avenida principal, estava um castelo todo feito de nuvens? O castelo não estava no chão, erguia-se no ar, quase ao alcance da mão, mas suspenso no céu. Em vez de ponte levadiça (que é aquela coisa por onde, nas outras histórias, passam os cavaleiros todos vestidos de ferro) o nosso castelo tinha uma enorme escadaria, que parecia feita de algodão. Em vez de ameias (que é aquele sítio onde os guerreiros se escondiam a atirar setas) o nosso castelo tinha janelas, mas sem vidros, todas feitas com o azul do céu. E o castelo não tinha telhado.
Para vocês compreenderem melhor onde isto aconteceu, vou dizer-vos como era o país da nossa história: era um país muito pequenino, muito bonito, onde as pessoas andavam sempre muito ocupadas a terem juízo. Os homens e as mulheres eram muito trabalhadores, nunca faziam asneiras e as crianças a mesma coisa. Iam para a escola muito direitinhas, sempre pelo passeio, fartavam-se de estudar e tinham boas notas. Não viam televisão e por aí fora …
Para ser franco, tenho de dizer que era um país que nem parecia de verdade. Era assim a modos que uma coisa inventada por um senhor, daqueles que escrevem coisas e a gente chama escritores.”
Excerto do conto Um castelo nas nuvens,
in Uma mão cheia de histórias,
de Mário Contumélias
  
 
 


APROVEITA E VISITA OS CASTELOS DA NOSSA REGIÃO
 
BOA SEMANA
 
 
 
 
 

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