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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

OS GATOS DE ELIOT

Thomas Stearns Eliot foi poeta, dramaturgo e crítico literário, 
conhecido mundialmente como T. S. Eliot.

T. S. Eliot retratado por Gerald Kelly

Nasceu em St. Louis nos E. U. A. em 26 de setembro de 1888 e faleceu em Londres, onde vivia desde os 25 anos, no dia 4 de janeiro de 1965.

Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1948.
Considerado por muitos, o poeta mais influente do século XX.

Curiosamente, um dos seus livros mais conhecido é destinado ao público mais jovem e é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para o 5.º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada. 


O Livro dos gatos


Mascarilho: Gato Mistério

Mascarilho misterioso, por alcunha Garra Leve,
É criminoso perfeito que se ri de toda a lei.
Nas brigadas da polícia faz reinar a confusão 
Pois se chegam ao local - Mascarilho já sumiu!
(…)
Mascartilho é alto e esguio, arruivado tem o pelo
É logo reconhecido por ter olhos encovados,
Redonda cabeça e rugas cavadas de tanto pensar;
Por desleixo tem lixo no pelo, bigode eriçado,
Para ambos os lados abana a cabeça, parece serpente,
E mantem-se sempre alerta quando finge dormitar.

Mascarilho, Mascarilho, gato que não tem igual,
É um poço de maldade, demónio encarnado em gato.
Em azinhagas e praças, há gente que já o viu 
Mas mal um crime descobrem - Mascarilho já sumiu!
(…)


Após a morte do autor, os poemas deste livro serviram de base para o musical Cats, um espetáculo de sucesso em todo o mundo.




Vem conhecer o livro em edição bilingue português/inglês



sexta-feira, 29 de junho de 2018

TERMINADAS AS AULAS

e a primeira fase de exames, é tempo de descansar e relaxar de toda a ansiedade causada por eles.
Ilustração Océane Meklemberg
Se pensas que o ano letivo e os exames não te correram bem, é bom que saibas que não estás só, este é um assunto transversal a muitos jovens como tu e até aos menos jovens.


«Costumamos dizer que "errar é humano". Na minha opinião é a frase que melhor nos define! Se há coisa que nós fazemos bem, é merda! Não há nada que façamos melhor e com mais frequência!» É a opinião do Nurb.


.


Bruno Leça, é um jovem que criou em 2010 um canal no YouTube que, além de lhe dar mais de 200 000 seguidores, deu-lhe também a alcunha pelo qual é conhecido: Nurb.
Trabalha como criativo e produtor de conteúdos. 
É autor (texto e ilustrações) do livro




"Um manual de sobrevivência para o fim da adolescência - início da idade adulta", é assim que é definido o livro.


«Pena eu não perceber nada do tema... (Amor)
(...)
Como escrever sobre este tema é particularmente complicado para mim, vou usar terminologia da escola primária para ver se me consigo explicar.
Na minha escola primária era tudo mais fácil, havia duas maneiras de gostar de alguém: ou se gostava "por amizade" ou se gostava "por amor".
Como normalmente os meninos só brincavam com os outros meninos e as meninas com as meninas, quando um menino começava a dar-se muito com uma menina era porque gostava dessa menina por amor. Todos cantávamos a música "namorados, primos e casados" no recreio e pronto, era isso».


Através do livro ficas a conhecer melhor o Nurb e todas as suas dúvidas existenciais sobre o mundo e a sociedade de hoje.






Ilustração Jacqueline van Leeuwenstein





quarta-feira, 30 de maio de 2018

"UMA COLEÇÃO É UMA COISA QUE TODA A GENTE A SÉRIO TEM DE TER

Gente a sério?
Mas afinal o que era isso?
Então ele, por não ter uma coleção, não era alguém a sério?
O Tiago não queria ser um menino a brincar, um menino de faz de conta!"




Desde malmequeres que são aldeias minúsculas até velas ginastas, o Tiago saltita por entre as suas criações. Até que, por entre amores e amuos, o tio lhe revela a importância de colecionar. Começa assim a aventura de um cabeça no ar, quase nuvem, na descoberta da coleção perfeita.



Será que existe a coleção perfeita?
Será ela a nova caderneta de cromos do Mundial de Futebol 2018?
Ou será que as coleções não precisam de álbum? Como a da mãe do Tiago que coleciona beijinhos.
Será uma coleção de livros de aventuras que gostamos de ler?

Não sabemos, mas talvez o livro
Tiago o colecionador-quase-nuvem
nos dê a resposta.

Este livro venceu o
Prémio Branquinho da Fonseca
 Expresso / Gulbenkian em 2015,
 na modalidade 
Obra de Literatura para a Infância.

A sua autora, Vanessa Mendes Martins nasceu em 1986, na vila de Tortosendo, Covilhã.
É licenciada em Filosofia, na Universidade da Beira Interior, e atualmente realiza oficinas de filosofia para crianças. Em 2009 concluiu o mestrado em Ética e Política, dois anos mais tarde, concluiu o mestrado de Ensino da Filosofia no Ensino Secundário e, nesse mesmo ano, começou a sua carreira docente na ilha do Faial, nos Açores, que prosseguiu no continente.

Ilustração Marta Madureira


VEM CONHECER AS COLEÇÕES DO TIAGO







terça-feira, 6 de março de 2018

O QUE TE APETECE APLAUDIR?

Tens memória de algum aplauso que te tenha ficado para a vida?
Já aplaudiste de pé? Em que situação?


Quando gostamos de alguma coisa ou de alguém, aplaudimos.
Mas, aplaudir, não é um gesto tão simples como aparentemente possa parecer.
Por isso, a Senhora Clap está a fazer uma pesquisa para um
Tratado de Aplausologia.


A Senhora Clap, quando bate palmas, abre muito os olhos. Tanto, tanto, que se vê tudo dentro dela, ficando totalmente transparente do lado esquerdo.



É um livro sobre a arte de bater palmas, escrito por
Marta Duque Vaz,
com ilustrações de Alexandre Esgaio.


"Talvez um dia entremos numa livraria, ou numa biblioteca, e tenhamos a surpresa de encontrar, finalmente concluído, um livro raro, intitulado Tratado Universal sobre a Arte de Bater Palmas em Situações Alegres ou Tristes, da autoria de uma certa especialista em Aplausologia. Ou talvez um dia a descubramos, a ela própria, por aí, entre as pessoas transparentes que habitam o mundo.
Talvez, se andarmos muito atentos, a encontremos no meio da multidão ou no deserto, entusiasmada, a bater palmas aos mistérios do universo.
Porque aplaudir é provavelmente a mais antiga manifestação de contentamento, de alegria, de reconhecimento que há na Terra. E é preciso que se aplauda com espanto e privilégio.
Afinal, num mundo tão cheio de possibilidades calhou a cada um de nós o dom de sentir a beleza de um aplauso íntimo e silencioso ou o de uma estrondosa ovação."

As pessoas surdam aplaudem abanando as mãos na vertical.


 🔻🔻  🔻🔻  🔻🔻



Alexandre Esgaio, nasceu em 1973 na Nazaré, vive atualmente em Lisboa.
Depois de mais de 30 anos a exercer psicologia clínica, dedica-se em exclusivo à sua grande paixão, o desenho.
Nunca frequentou nenhuma escola de Belas Artes, mas faz qualquer rabisco desde que tenha um lápis por perto.
Adora banda desenhada, rock n´roll e o mar.
Para além do livro da Senhora Clap a Biblioteca Municipal possui mais duas obras ilustradas por Esgaio: Agora tenho duas casas e Onde moram as casas.

 








terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PRIMEIRO DESTAQUE DE 2017

Para o escritor, poeta e ensaísta português
JOSÉ JORGE LETRIA


Nasceu a 8 de junho de 1951, em Cascais.
Estudou Direito e História, é pós-graduado em Jornalismo Internacional e é Mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Relações Internacionais, pela Universidade Autónoma de Lisboa.

É um dos mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil.

Dedicou-se desde muito cedo ao jornalismo, tendo trabalhado também como guionista e autor de programas de televisão. Foi durante vários anos vereador da Câmara Municipal de Cascais, sendo atualmente Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.
O seu nome está ligado, na criação poética e no ensaio, à canção de intervenção, tendo estado envolvido, por essa via, ao lado de Zeca Afonso, Ary dos Santos, Adriano Correia de Oliveira e Manuel Freire no processo revolucionário que conduziu ao 25 de Abril. Foi agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade.
É coautor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
Os seus livros encontram-se traduzidos em várias línguas.
É pai do ilustrador André Letria e irmão do jornalista Joaquim Letria.


Ao longo da sua carreira, recebeu vastos prémios e distinções, entre os quais:
  • No ano de 2001, em Barcelona, recebeu o Prémio Aula de Poesia;
  • O seu livro infantil "O homem que tinha uma árvore na cabeça", integrou em 2002, a lista Books and Reading for Intercultural Education, da União Europeia;
  • Foi distinguido, em junho de 2002, com a Medalha do Município de Cascais, tendo sido atribuído o seu nome à Escola EB1 da vila, que frequentou na infância;
  • Em 2007, foi o primeiro escritor a ser galardoado com o Prémio de Poesia Nuno Júdice, instituído em Aveiro.

O A abre este livro
com uma porta de brincar
e atrás do que ela esconde
está a lua e está o mar
e meninos a fingir
que a casa do alfabeto
não tem chave para entrar.
O A abre o cortejo
e põe-se logo a contar
pelos seus dedos magrinhos
as letras que vão faltar.
in, Versos com todas as letras

    De A a Z, vem conhecer a obra de
    José Jorge Letria,
    na    Biblioteca Municipal 




sexta-feira, 22 de julho de 2016

AGORA EU SEI QUE, QUANDO ABRIA UM LIVRO, O MEU AVÔ REGRESSAVA A CASA


É certo que estás de férias, mas sabemos que não deixas a leitura de parte 
e que estás atento aos problemas que afetam o nosso mundo.

Por isso, este fim de semana gostávamos de te sugerir um livro (pequeno, com apenas 70 páginas), que relata a amizade entre dois jovens, o alemão Heinrich e o judeu Jósef, durante a Segunda Guerra Mundial e que se manteve pela vida fora, provando que o afeto e a solidariedade são mais fortes que o horror da guerra e da própria morte. Heinrich passa para o papel - uma espécie de diário - a história dessa amizade, que anos mais tarde o seu neto Henrique encontra.


Esta é também uma maneira simbólica de comemorares o
 Dia dos Avós, no próximo dia 26.

Ilustração de Ozan Küçükusta

O caderno do avô Heinrich
texto de Conceição Dinis Tomé
Editorial Presença


"Eu e o meu avô passámos tardes inteiras a ler nessa sala cheia de livros. O avô Heinrich sentava-me ao seu colo, rodeava-me o corpo com os seus braços quentes e lia-me histórias. A minha avó achava que os livros eram perda de tempo e uma forma disparatada de gastar o dinheiro que tanto custava a ganhar.
- Não ligues ao que diz a tua avó ... - sussurrava-me ele ao ouvido. - Ela não sabe que os livros são portas mágicas para outros mundos. Quando era pequena, ninguém lhe contou histórias. Já viste que tristeza, Henrique?
(...)
Um dia, perguntei-lhe se as histórias o tinham feito adoecer. Ele sorriu, com ternura, e disse-me que as histórias o tinham ajudado a viver."




O título desta mensagem, pertence ao final do livro que
venceu o Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2012, 
na categoria Literatura Juvenil.




Conceição Dinis Tomé, nasceu em Vila Nova de Famalicão, em 1970.
É professora-bibliotecária no Agrupamento de Escolas Viseu Sul e investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta.

Tem vindo a realizar, em colaboração com docentes de História, uma série de atividades que não deixam as gerações mais novas esquecerem o que foi o Holocausto.
Autora de livros infanto-juvenis, entre os quais História do rapaz que se tornou fazedor de estrelas, vencedor do Concurso de Literatura Infanto-Juvenil Prémio Centro Cultural do Alto Minho, em 2009.







quarta-feira, 6 de julho de 2016

A FADA-MADRINHA DA LITERATURA INFANTIL PORTUGUESA

Palavras do escritor António Torrado, referindo-se a
Matilde Rosa Araújo




Nasceu em Lisboa em 20 de junho de 1921 e faleceu a 6 de julho de 2010.
Escritora, poetisa e pedagoga, fez os estudos liceais com professores particulares, licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
Para tema da sua tese de licenciatura escolheu o jornalismo, na altura uma novidade absoluta.
Em 1943, incentivada pelos colegas, participou no concurso " Procura-se um novelista", organizado pelo jornal O Século e o Rádio Clube Português. Ganhou o 1º prémio com a novela "A Garrana".
No início da sua carreira de professora, Matilde Rosa Araújo ensinou Português, Francês, Geografia em escolas técnico-profissionais. Ao longo da sua carreira de docente percorreu inúmeras escolas secundárias de norte a sul do país, o que lhe permitiu conhecer a realidade de muitos lugares, base da sua grande experiência e inspiração para contos e poemas.
Em 1956 começou a escrever para crianças, com a edição nº 3 de Graal, dos «Poemas Infantis». No ano seguinte O livro da Tila iniciou uma vasta obra no domínio da literatura infanto/juvenil , em que se destacaria.



Dedicada à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com atividade nesta área, foi sócia fundadora do Comité Português para a UNICEF.
A sua obra encontra-se traduzida em várias línguas, assim como, muitos dos seus livros integram a lista do Plano Nacional de Leitura.
  • Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian.
  • Em 1996 recebeu da mesma fundação, o Prémio para o Melhor Livro Infantil, publicado no biénio 1994/1995,  com As Fadas Verdes.
  • Em 1991, o seu livro O Palhaço Verde, foi considerado o melhor livro estrangeiro, pela Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil.
  • Em 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores e recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.



Música composta para a promoção do livro "As fadas verdes", no âmbito do projeto "Canta comigo, leio contigo", indicado como obra fundamental pelas metas curriculares de português para o 3º ano do 1º ciclo do ensino básico.

 "Os livros para crianças de Matilde Rosa Araújo, são inalteravelmente exemplares"
Álvaro Salema


E ONDE É QUE OS PODES ENCONTRAR?
NA TUA BIBLIOTECA MUNICIPAL 







quarta-feira, 18 de maio de 2016

NOTÁVEL ESCRITORA PORTUGUESA DE LITERATURA INFANTIL

Aqui no blogue já fizemos referência aos livros da escritora Luísa Ducla Soares.
Hoje vamos saber mais acerca dela.

Maria Luísa Bliebernicht Ducla Soares Sottomayor Cardia,
nasceu em Lisboa a 20 de julho de 1939. Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, iniciou a sua intensa atividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista. Foi adjunta do Gabinete do Ministro da Educação entre 1976 e 1978, trabalhou na Biblioteca Nacional em Lisboa, onde organizou numerosas exposições, escreveu guiões televisivos sobre língua portuguesa para os mais novos, sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança, realizou todos os sites de internet da Presidência da República para crianças e jovens no mandato do Presidente Jorge Sampaio, mas é na literatura, especialmente na infantil, que o seu nome é mais reconhecido, além de se ter estreado nesta área com um livro de poemas, Contrato, em 1970.
Tem muitos poemas seus musicados e editados em CD.

Desenvolve ações de incentivo à leitura junto de escolas e bibliotecas, participa em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre a problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais pequenos.


Vencedora de inúmeros prémios entre os quais o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro do biénio 1984/85 por 6 Histórias de Encantar; galardoada com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian  pelo conjunto da sua obra em 1996.

Em 2004 foi escolhida como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen; em 2009 a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu-a com a sua Medalha de Honra; em 2010 foi proposta pela DGLB como candidata de Portugal ao Prémio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil e Juvenil.

Em 1973, recusou por motivos políticos, o Grande Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho do Secretariado Nacional de Informação (SNI), atribuído ao seu primeiro livro para crianças, A História da PapoilaJá escreveu cerca de 150 livros para crianças.

Podes encontrar muitos destes livros
no sítio do costume, a Sala Infantil da Biblioteca Municipal.


Se a centopeia andasse calçada, quantos pares de sapatos precisava de comprar?
Se a mãe canguru vestisse casaco, em que bolso guardava o bebé?
A vaca leiteira ia pastar de soutien?
Se a girafa usasse cachecol, enrolava a passadeira do corredor à volta do pescoço?
O caracol tinha de carregar um guarda-fatos na sua casinha?











terça-feira, 12 de maio de 2015

LER NÃO PAGA IMPOSTO


"Ela tinha tranças, sempre tranças compridas e loiras que a minha mãe lhe fazia. Mas eu, não!
Eu tinha que usar o cabelo muito curto, porque era encaracolado e não obedecia à escova, e diziam-me que estava sempre despenteado.
Confesso que tinha inveja da minha irmã e das tranças dela, e às vezes sonhava que o meu cabelo crescia durante a noite, como o da história do Sansão, que me contavam na catequese.
Tive pena, até que um dia! Mais precisamente até ao dia em que o ministro das Finanças anunciou na televisão que os cabelos iam começar a pagar impostos. Os loiros pagavam o imposto mais caro, porque toda a gente tinha a mania que o loiro é que era bonito e andavam todos a pintá-lo dessa cor. 

Ministro das Boas Ideias
Fonte Blog Pepino em Conversa
E eu suspirei de alívio: ainda bem que o meu era preto como as azeitonas (as pretas, claro, porque também há verdes, mas eu não tinha o cabelo verde!). Os ruivos vinham a seguir, que de repente estavam na moda, por causa das actrizes de cabelos cor de cobre.
Os castanhos e os pretos eram mais em conta, o que era bom porque queria dizer que a maioria dos portugueses não tinha que dar tanto dinheiro para os cofres do Estado.
Mas a altura dos cabelos também era taxada (...)
A minha irmã quis, no mesmo momento, cortar o dela. Mas o Ministro das Finanças estava farto de saber aquilo de que os portugueses são capazes para não pagar impostos, por isso tinha expressamente proibido toda a gente de cortar os cabelos nos seis meses seguintes à publicação da lei. (...)
Mas o melhor ainda estava para vir: como a lei proibia o corte de cabelos, a minha mãe não podia mandar cortar o meu. Nem cortá-lo em casa. Mesmo que eu nunca o penteasse e ele a cada dia que passasse ficasse mais comprido e mais emaranhado! E ainda dizem que os ministros não têm boas ideias!"

                                                                                       

Esta pequena história faz parte do livro 





Como se explica na contracapa do livro:
Este livro é principalmente para pais que às vezes não têm mesmo tempo, mas é muito mais que isso: é uma oportunidade de se rir com o seu filho, de cortar com o politicamente correcto, de se juntarem os dois para virar o mundo de pernas para o ar. Por um minuto e meio que seja. As mães podem lê-las, mas foram escritas para a voz de um pai. São histórias com bruxas e fadas - tem mesmo que ser! - mas também com ministros e impostos, engarrafamentos e chefes chatos. Só que ao contrário da vida real, tudo isto pode ser transformado noutra coisa, desde que se saiba estalar os dedos. Porque os lugares aonde os livros nos levam ficam na memória para sempre.




Isabel Stilwell nasceu em 1960, é jornalista e escritora. Começou aos 21 anos no jornal Diário de Notícias. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, onde mantém uma crónica mensal. Foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até finais de 2012. Todos os sábados escreve no Jornal i, sobre diversos temas da atualidade. Escreve também para a revista Máxima, tendo uma das suas peças sobre adoção em Portugal, "Não amam nem deixam amar" em conjunto com a jornalista Carla Marina Mendes, sido distinguida com o 1º Prémio de Jornalismo "Os direitos da criança em notícia". Tem um programa na rádio Antena 1, "Dias do avesso "onde conversa com o psicólogo Eduardo Sá.
Paralelamente, escreve livros de ficção, contos e histórias para crianças, sendo a sua grande paixão os romances históricos, como por exemplo D. Catarina de Bragança e D. Amélia, que têm sido sucessos de vendas.


No dia 22 deste mês comemora-se o 
Dia do Autor Português 
Vem até à Biblioteca ver a pequena exposição que preparámos para ti, sobre esta autora e muitos outros.






segunda-feira, 9 de setembro de 2013

“A versatilidade criadora de Maria Alberta Menéres é inesgotável” António Torrado


Poeta, tradutora e autora de livros para a infância, Maria Alberta Menéres nasceu em Vila Nova de Gaia em 25 de agosto de 1930.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Universidade Clássica de Lisboa.
Foi professora do ensino técnico, preparatório e secundário, colaboradora em diversos jornais e revistas, nomeadamente Távola Redonda, Diário de Notícias, Jornal de Letras, Contravento, Expresso, Cadernos do Meio-Dia e Diário Popular, neste último foi responsável durante 2 anos pela secção Iniciação Literária. Autora e produtora de programas de televisão, tendo dirigido o departamento de programas infantis e juvenis da RTP.

 
“Lembro-me que, quando criança, como era muito raro estar doente, de vez em quando dizia para os meus pais: - Amanhã faz de conta que estou doente! Quero canja e que me contem histórias todo o dia.”
  
A sua primeira obra data de 1952 e intitula-se Intervalo.
A sua obra para a infância caracteriza-se pelo humor e pela poesia, procurando alertar os jovens para os mais simples detalhes do quotidiano.
Tem trabalhado em parceria com o escritor António Torrado em vários livros e também com os escritores Carlos Correia e Natércia Rocha, na coleção juvenil Mistério.
Ao longo da sua carreira tem recebido inúmeros prémios, entre eles o Concurso Internacional de Poesia Giacomo Leopardi, em 1960 com o livro Água-Memória e o Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1981.
Muitos dos seus livros fazem parte da lista do Plano Nacional de Leitura.
 

            


Pertenceu à Comissão de Classificação de Espetáculos Cinematográficos e à direção da Associação Portuguesa de Escritores, foi assessora do Provedor de Justiça, como criadora e responsável pela linha telefónica gratuita “Recados da criança”. Em 2004 deu nome a um agrupamento de escolas, na Tapada das Mercês em Sintra. Em 2010 foi agraciada com o grau de Comendadora da Ordem de Mérito.

 
"... é bom viver num mundo que está cheio de histórias contadas e por contar, e que as podemos descobrir ao longo de toda a nossa vida - sempre diferentes, conforme os olhos que as veem e o coração que as sente. Não há receitas para estas descobertas, mas apenas estratégias sensíveis que, se nós as quisermos descobrir, veremos como poderão dar mais sentido e beleza à nossa vida de todos os dias."

 
Podes ver AQUI as obras de Maria Alberta Menéres,
que se encontram disponíveis para ti, na sala infantil/juvenil da Biblioteca Municipal.

Ilustração de Jennifer Emery


 “Que bom ter alguém que gosta de nós sem se preocupar com o nosso tamanho.”
Maria Alberta Menéres,
in Histórias de tempo vai, tempo vem







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