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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

NO DIA DE S. MARTINHO COM DUAS CASTANHAS, SE FAZ UM MAGUSTINHO

Segundo a previsão meteorológica, este ano não haverá verão de S. Martinho, mas isso não impede que se festeje o dia 11 de novembro, com um delicioso magusto.

Ilustração de Sonja Häus

"A 11 de Novembro celebra-se o São Martinho. Foi há muitos, muitos anos que este santo francês, natural de Tours, num rigoroso dia de Inverno, terá dividido a sua capa com um pobre seminu.
Logo depois o sol começou a brilhar, o calor aqueceu a Terra e quase se fez Verão.
Por isso, no São Martinho, o tempo costuma estar bom. É o Verão de São Martinho, apesar de ser Novembro.
(...) no São Martinho (...) comem-se castanhas cujo cheiro invade as ruas.
No Alto Alentejo, na vila de Marvão realiza-se a maior Festa da Castanha do país"

in, O meu livro das festas,
de Clara Abreu

Ilustração de Subi


E o que combina bem com as castanhas?
Vinho! Mas esse é para os adultos.

Para ti sugerimos a leitura deste livro de
 Alice Vieira







A fogueira está acesa,
as castanhas retalhadas.
Postas no lume quentinho,
não tarda já estão assadas.



Algumas estoiram no ar,

e tudo fica contente!
Toca a rir e a brincar,
chegam para toda a gente.



Cá estão elas, tão loirinhas,

boas, quentes e tostadas!
A cara, a roupa e as mãos,
vão ficar enfarruscadas.
                                                  Isabel Lamas



quarta-feira, 26 de julho de 2017

DIA DOS AVÓS





Texto Chema Heras
Ilustração Rosa Osuna
Kalandraka Editora


" (...)
- Ouviste, Manuela? Esta noite temos baile!
- Sim, Manuel. Mas eu não vou.
Já não sou menina, para andar de festa em festa.

O avô não disse nada. Olhou para o sol, que estava quase a
esconder-se no horizonte, e agachou-se para 
colher uma margarida que crescia por entre a erva.

Depois, foi ao pé da avó, deu-lhe a flor e disse:
- Porém, tu és muito bonita, Manuela.
És tão bonita como o sol!

A avó sorriu e foi ver-se ao espelho.
- Não é verdade. Sou feia como uma galinha sem penas.
  - disse ela, prendendo a margarida no cabelo.

- Não digas isso, mulher!
Tu és bonita como o sol!

E faz favor de apressar-te, que temos de ir bailar.

(...)
- Que vais fazer com essa saia?
- Vou esconder estas pernas, que as tenho magrinhas como agulhas.
- Não digas isso, mulher. Tu és bonita como o sol,
com teus olhos tristes como as estrelas da noite
e as tuas pestanas curtas como erva recém cortada
e a tua pele enrugada como as nozes de uma tarte,
os teus lábios secos como areia do deserto,
o teu cabelo branco como uma nuvem de verão
e as tuas pernas magrinhas como uma andorinha.

(...)
O avô agarrou na avó, pela cintura, e puseram-se a bailar.
Depois, olhou profundamente nos olhos da avó e disse-lhe:
- Manuela, tens os olhos tristes e formosos
como as estrelas da noite.

(...)
A avó agachou-se e apanhou uma margarida,
prendeu-a ao casaco do avô e aconchegou-se no seu peito.
Depois, olhou para o céu, e tornou a olhar o avô,
bem nos olhos e, sem deixar de dançar, disse:
- Manuel, és tão bonito como a lua! "












sexta-feira, 25 de novembro de 2016

MESTRE OUTONO

"Para norte, para sul
Qual será a direcção?
As andorinhas no Outono
Afinal para onde vão?
Voam para sul
Mas um dia hão-de voltar
Vão à procura do calor
Que o frio está a chegar"


in, Uma aventura no Outono
de Nuno Miguel Caravela
Não são apenas as andorinhas que no outono fazem uma grande viagem - a que se dá o nome de migração - que as leva para zonas mais quentes, defendendo-se, assim, do frio. Também as cegonhas partem em busca de calor, mas ao contrário das andorinhas, que viajam em grandes grupos, as cegonhas fazem-no aos pares ou mesmo sozinhas.
Animais como o esquilo e o urso, durante o outono, procuram tocas e cavernas para hibernarem no inverno. Os ursos dormem durante todo o inverno, assim como os esquilos, mas estes, acordam de vez em quando para comer o que armazenaram durante o outono.

Ilustração Kristina Swarner
No outono é habitual vermos algumas árvores deixarem cair todas as suas folhas, defendendo-se assim do frio do inverno que se aproxima. Ao largarem as folhas, estas não congelam e a árvore sobrevive ao frio. Quando o calor voltar as folhas irão nascer de novo.
No entanto, algumas árvores como o pinheiro, existente na nossa zona, mantém as suas folhas durante o ano inteiro, porque têm umas folhas especiais que lhes permite suportar o frio.
Se o tempo permitir, este fim de semana dá um passeio com os teus pais pela mata e tenta descobrir a idade das árvores.
É fácil perceber a sua idade pelo número de anéis que se vêm no tronco quando são cortadas, cada anel corresponde a um ano.

Ilustração Debbie Palen


"Porque caem sempre as folhas
quando chega o outono
Será que têm frio,
ou será que têm sono?
Eram verdes, estão castanhas,
quem as vê e quem as viu,
as folhas caem no outono
e as árvores ficam com frio."

                                                                                                          Elsa Filipe















segunda-feira, 31 de outubro de 2016

HALLO BRUXAS

A festa de Halloween, não sendo uma tradição portuguesa, rapidamente foi adaptada no nosso país como Dia das Bruxas, sendo comemorada por pequenos e grandes, que se fantasiam, na noite de 31 de outubro, com máscaras e trajes assustadores, apenas com o intuito de se divertirem.

Ilustração Shawna JC Tenney

Relembra aqui, o que já dissemos sobre esta festa.


Por todo o mundo existem festas com nomes diferentes, mas com aspetos semelhantes ao Halloween.

Nalguns países africanos existe a Dança dos Egunguns. O termo Egungun significa mascarado, sendo costume usar a forma Egun, que significa: osso, esqueleto.

No Japão, o Festival Obon, que consiste numa dança folclórica de participação coletiva e popular, chamada Bon Odori.



Andava certo dia El-Rei a passear nos jardins do seu palácio quando ouviu o ruído de um motor. Olhou para o céu e viu a Bruxa Zanaga, que tinha um olho para cada lado, montada na sua vassoura, tentando aterrar ali mesmo nos jardins.
  - Viva quem é a flor das Bruxas! - disse o Rei. Porém a Bruxa não vinha para graças:
  - Sabes de onde venho? - perguntou ela mal desceu da vassoura. - Acabei de fazer o meu exame final.
  - Espero que te tenha corrido bem, para vires a ser a Rainha das Bruxas!
  - Tazbrenhaxa! - respondeu a Bruxa piscando os olhos vesgos. - Querem chumbar-me!!! Dizem que eu sou a Bruxa mais cábula do País! Eu estudo ... palavrinha que estudo, mas este meu defeito da vista ... quando tenho um olho a olhar para o livro, o outro está sempre a olhar para outro sítio qualquer!!!... Mas eu sei ... Palavrinha que sei ....
  - Então é embirração dos professores ... Se calhar invejas ... Há sempre invejas à volta de uma pessoa tão esbrenhuxa como tu!
(...)
  - O exame não me correu muito bem ... Eu sabia ... mas tive azar! Na prova da vassoura sem motor não fui capaz de meter marcha atrás ... e depois, na prova escrita, pediram-me aquela fórmula, muito conhecida, de adormecer uma Princesa durante cem anos, e eu que a tinha na cábula, mas não a pude consultar, zás!, escrevi aquela de fazer crescer as orelhas de burro!!!

in A Bruxa Zanaga,
de Margarida Castel-Branco




Ilustração Cécile Becq





quinta-feira, 30 de junho de 2016

QUEM NÃO GOSTA DE MAGIA?

No nosso primeiro dia de escola apodera-se de nós um misto contraditório de sentimentos: 
medo, insegurança, vontade de aprender, alegria, euforia, 
é como se aquele mundo novo, no qual vamos entrar, fosse


Sabes que faz hoje 19 anos, que foi "inaugurada" a escola de magia e feitiçaria mais famosa do mundo?


Maquete do Castelo de Hogwarts

Foi a 30 de junho de 1997, que J. K. Rowling publicou o primeiro livro da série do feiticeiro, que fez história no mundo dos livros e do cinema.   





Um sucesso mundial extraordinário, que narra as aventuras de uma criança, que, até aos 11 anos, desconhecia ser um feiticeiro e que, ao entrar para Hogwarts, descobre um verdadeiro lar e amigos para a vida: Hermione, Rony, o gigantesco Hagrid entre outros.

Seguiram-se mais 6 livros de Harry Potter, que foram vendidos aos milhares. Para teres uma ideia, o último, "Harry Potter e os talismãs da morte", vendeu 15 milhões de exemplares nas primeiras 24 horas.



"J. K. Rowling inventou o divertido jogo de Quidditch, que desempenha um papel crucial nos livros de Harry Potter. Harry não tem nada de herói desportivo - é baixo e usa óculos - mas o seu pensamento rápido e a sua agilidade, aliados aos poderes mágicos da sua vassoura de Quidditch, transformam-no na arma secreta de Gryffindor na incessante demanda para conquistar pontos para a sua equipa."
in, O mundo de J.K. Rowling




Vem relembrar ou conhecer o mundo mágico de  Potter, 
na Biblioteca Municipal, 
onde também podes ver o filme,



Ilustração de Cheri Scholten



sexta-feira, 29 de abril de 2016

COMO É A TUA?

No próximo domingo, dia 1 de maio, para além de se comemorar o Dia do Trabalhador, é também o dia de alguém muito importante na vida de todos nós, a mãe.
Por isso, é um dia muito especial, o
Dia da (nossa) Mãe






Ilustrações de Pedro Leitão, texto de Luísa Ducla Soares, do livro
"Mãe, querida mãe! Como é a tua?" , Terramar Editores


Seja alta ou baixa, gorda ou magra, loira ou morena, nova ou velha, brincalhona ou séria, a nossa mãe é sempre a mais querida e bonita.




sexta-feira, 15 de abril de 2016

"- MÃE, O QUE É A LIBERDADE?

 - A liberdade é uma palavrinha mágica que alimenta o sonho e que abrilhanta a realidade.
- A sério? Que giro. Eu sei que ainda sou uma criança, mas quando for grande quero ser livre.
- Meu filho, tu já és livre. A liberdade nasceu contigo e cabe somente a ti cuidares dela para que nunca percas a capacidade de poder optar de acordo com a tua vontade. (...)"
 Daniela Santos
Ilustração Chihiro Iwasaki

Assim como este menino, também tu já nasceste livre. 
Mas, nem sempre foi assim no nosso país e, por isso, é que há quase 42 anos, 
mais precisamente no dia

25 de Abril de 1974,

os militares saíram à rua, com a intenção de devolver a Liberdade aos portugueses, destituindo do poder as pessoas que mandavam e que se opunham a que Portugal fosse um país livre e democrático.
E o povo português apoiou esse grupo de militares e assim se foi construindo um país novo.
E tu que vives em liberdade, convidamos-te a vires à Biblioteca Municipal, juntamente com os teus amigos, pais e outros familiares, para veres uma pequena mostra bibliográfica - cujos livros, és livre de poder requisitar -  que se encontra na Sala Infantil, sobre

Portugal e a Liberdade.

Aproveita a tarde de amanhã. A Biblioteca vai estar aberta. 
Podes entrar livremente.



"Era uma vez um menino 
de seu nome Portugal.
Era um menino baixinho
pouco mais do que magrinho
que vivia à beira-mar.
Mandavam nesse menino
homens de sisudo ar;
o maior de todos eles
tinha um nome: Salazar.
Era este o braço de outros
que obrigavam o menino
a não mais que trabalhar."

João Pedro Mésseder, 
in Romance do 25 de Abril


A canção "Grândola, vila morena" do cantor, poeta e compositor Zeca Afonso, foi escolhida para segunda senha do MFA - Movimento das Forças Armadas, na madrugada de 25 de Abril de 1974 e será sempre recordada como a música da Revolução.
  

"Os Cravinhos"
Cinema de animação com plasticina,
realizado por crianças dos 7 aos 9 anos,
retratando a canção "Grândola Vila Morena"


  Vem descobrir o 25 de Abril contado às crianças


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"VIVEMOS PARA OS LIVROS."

Frase de Umberto Eco,
escritor italiano, filósofo, semiólogo, professor universitário, nascido em 5 de janeiro de 1932 e falecido na passada 6.ª feira, dia 19 de fevereiro.


Iniciou-se como romancista aos 48 anos, com o livro O nome da rosa com o qual foi distinguido com o Prémio Strega, em 1981, tendo-se transformado num best-seller internacional. O romance, um mistério passado num mosteiro medieval, foi traduzido em todo o mundo e vendeu mais de 10 milhões de cópias. Mais tarde, foi adaptado ao cinema pelo realizador Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery a desempenhar o papel principal.


Cena do filme "O Nome da Rosa"

Seguiram-se muitos outros, tais como O pêndulo de Foucault; A ilha do dia antes; Baudolino; A misteriosa chama da rainha Loana; O cemitério de Praga; Número zero. Foi, também, autor de vários ensaios, Como se faz uma tese em Ciências Humanas; Os limites da interpretação; História do feio; entre outros.


Mas Umberto Eco escreveu, também, para crianças: 
Os três cosmonautas; Os Gnomos de Gnu: uma aventura ecológica; A bomba e o general, 
todos eles ilustrados por Eugenio Carmi.

















São livros que transmitem mensagens de apelo 
ecológico, de paz, respeito e tolerância e que podes encontrar na sala infanto/juvenil da Biblioteca Municipal.



"Existiu uma vez na Terra - e talvez ainda exista - um poderoso Imperador que queria a todo o custo descobrir novas terras.
- Que espécie de Imperador serei eu - bradava ele -, se os meus navios não descobrirem um novo continente, onde abundem o ouro, a prata e as pastagens, e para onde eu possa levar a nossa civilização?
Os seus Ministros responderam-lhe: - Mas, Majestade, já não existe nada para descobrir aqui na Terra. Veja o globo!
- E aquela ilha pequenina, ali? - perguntava ansiosamente o Imperador.
- Bem, se a puseram no globo, é porque já foi descoberta há muito tempo - retorquiram os Ministros. - Talvez até já lá tenham construído um complexo turístico. E, além disso, os navegadores hoje já não viajam pelos mares à procura de novos continentes e ilhas! Hoje visitam-se galáxias em astronaves!
- Nesse caso - insistiu teimosamente o Imperador -, enviem um explorador galáctico que me descubra pelo menos um pequeno planeta habitado!
E assim o explorador Galáctico (EG para os amigos) vagueou durante muito tempo pelo espaço imenso em busca de um planeta que pudesse ser civilizado."

in, Os Gnomos de Gnu: uma aventura ecológica

 










quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O CARNAVAL DA BICHARADA

"Era dia do Entrudo. Os companheiros de Próspero, sobretudo os mais novos, andavam numa roda-viva, para ver se descobriam maneira de se divertir. Não sabemos bem a razão daquele entusiasmo especial, pois quanto a nós todos os dias são bons para a gente brincar,(...).
Foi então que, escutando casualmente a conversa dos rapazes, a Fada Íris, resolveu intervir:
- Se, em vez de brincarem à mascarada dos homens, rissem antes com o Carnaval da Bicharada?
E, com um gesto luminoso da sua varinha de condão, fez surgir ao pé deles (...) o Rouxinol mascarado de Cantor, de boina para a testa... E o Crocodilo! Esse, como é mau como as cobras e falso como as coisas falsas, aí o têm vestido de Arlequim..., (...) uma Arara vestida de Cigarra - estava mesmo um amor! - e o Esquilo, com uns vistosos calções verdes, a saltar de ramo em ramo, como se fosse o Tarzan! (...)
O Burro - calculem... - vestido de Professor, com uma pasta debaixo do braço, a Girafa vestida a primor, com uns colarinhos de cerimónia e, ligados um ao outro, pelas fatiotas, o Gato e o Cão, como se fossem irmãos siameses... O Pavão apareceu mascarado de Rei, e o Urso de Janota, é claro, porque não gosta de fazer figura de urso ...O Macaco fazia então de Bobo, dando cambalhotas e mais cambalhotas. Ao longe avistou-se o Lobo que não passava da Raposa, o Elefante transformado em rato, desatou a correr a bom correr (até parecia o Carlos Lopes).
Numa grande risota lá seguiram todos, a caminho da casa da Avestruz, onde as festas costumam ser de... truz."


Ilustração Corinne Bittler

Este ano, o Carnaval da Bicharada,
segundo se anuncia,
deve ser uma pândega pegada,
verdadeira folia.
E o que eles pulam! A Comadre Pata,
que nunca falta a boda,
não admira que faça zaragata:
- leva a família toda...
Segue atrás o Elefante,
com a tromba com um lacinho elegante.
Vem depois a Capoeira
que é uma festa de arromba,
uma grande chinfrineira!
A Cigarra e a Formiga
vão à frente, numa pândega pegada,
nos lábios esta cantiga:
Vai contente
a marcha da bicharada!

Texto retirado do conto "O Carnaval da bicharada", in
"Histórias da velha do arco", de Adolfo Simões Müller

    

Ilustração Marie Desbons









terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CHARLES PERRAULT

Escritor e poeta francês, nasceu em Paris
a 12 de janeiro de 1628 
e faleceu na mesma cidade a 16 de maio de 1703.

Criador dum novo género literário, os contos de fadas, que lhe conferiu o título de 
Pai da Literatura Infantil.

Quase com 70 anos, publica um livro de histórias que ouvia de sua mãe e nos salões parisienses, a que deu o nome de Histórias ou contos do tempo passado com moralidades, também chamado de Contos da Cegonha, mas que ficou mais conhecido como Contos da mãe gansa. 
Foi o primeiro escritor a dar um fim literário a este tipo de histórias, antes apenas contadas entre as damas da sociedade de Paris.

Caricatura de Charles Perrault


Contos de Perrault, que podes encontrar na Sala Infantil da Biblioteca Municipal:

O Gato das Botas; A gata borralheira; A bela adormecida; O Barba Azul; Capuchinho Vermelho; O pequeno polegar, entre outros.


Ilustração Peter Emmerich
Ilustração Núria Aparicio






quarta-feira, 23 de setembro de 2015

OUTONO

Chegou hoje esta estação do ano, fenómeno que marca o final do verão.
Também conhecido como equinócio do outono, em que se assinala o instante em que o sol, tal como o vemos a partir da Terra, cruza o plano do equador celeste, o que acontece em setembro no hemisfério norte e em março no hemisfério sul.
Ao outono do hemisfério norte dá-se o nome de outono boreal, enquanto que o outono do hemisfério sul se chama outono austral.

Ilustração Stephanie Fizer Coleman

É a estação em que as temperaturas começam a descer, os dias ficam mais curtos, em que as folhas da maioria das árvores adquirem tons de amarelo, castanho e vermelho e começam a cair. Por exemplo, com o pinheiro, característico da nossa região, isso não acontece, porque tem umas folhas especiais que lhe permite suportar o frio.
É nesta altura que os céus se enchem de aves migratórias, como as andorinhas e as cegonhas, que vão de partida, para zonas mais quentes. Outros animais como o esquilo, o urso, a formiga, começam a guardar, nas suas tocas, alimentos para o inverno.
Também é no outono, que surge um fruto muito apreciado, a castanha. Quando ainda estão verdes, as castanhas estão dentro duma bola de picos, ficando assim, protegidas dos animais que de outra maneira, as comeriam, quando amadurecem a proteção abre-se e as castanhas saem.
É agora que nos começamos a preparar para o rigor da estação seguinte, o inverno.

Ilustração Monica Carretero



Outono

Desfolham-se as árvores
E as folhas voando,
São aves ao vento

Desfolham-se as árvores
E as folhas caindo,
São tapetes no chão

Desfolham-se as árvores
E os seus braços, nus,
Pedem um cobertor
De nuvens

              Luisa Ducla Soares,
in O planeta azul




 

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