quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quer esteja calor ou frio, uma sobremesa gelada sabe sempre bem!

 Sabes como surgiu o delicioso sorvete?

Foi há cerca de 4 000 anos na China, quando uma sobremesa à base de leite e arroz foi congelada na neve. Rapidamente esta delícia ganhou prestígio, mas apenas entre a nobreza, que podia dispor de leite (então uma mercadoria cara) e tinha como conservar a neve até ao verão, uma vez que tinham câmaras frigoríficas subterrâneas.


O Imperador Nero, há cerca de mil e novecentos anos atrás, mandava os escravos às montanhas buscar neve, que era utilizada para o congelamento do mel e polpa de frutas.
Na sua viagem à China, em 1292, Marco Polo teria encontrado uma grande variedade de cremes congelados de frutas. As receitas vieram consigo, mas não saíram da Itália até meados do século XVI, quando um cozinheiro da rainha Catarina de Médicis, de nome Buontalenti, introduziu a requintada sobremesa na corte francesa.
Em 1670, o siciliano Francisco Procópio abriu em Paris um café que vendia sorvetes - a primeira sorveteria da história.
O sucesso foi tão grande que, seis anos depois, havia mais de 250 fabricantes de sorvete na capital francesa.

A neta de Catarina de Médicis casou-se em 1630 com Carlos I da Inglaterra e, seguindo a tradição da avó, também introduziu o sorvete entre os ingleses.
Os colonizadores ingleses levaram então o sorvete para os Estados Unidos. Os norte-americanos apreciaram muito o novo alimento e são hoje o principal produtor e maior consumidor de sorvetes no mundo.


Dois momentos marcaram o desenvolvimento do sorvete nos Estados Unidos e, consequentemente, no mundo: o primeiro em 1851, quando um leiteiro chamado Jacob Fussel abre em Baltimore a primeira fábrica de sorvetes, produzindo em maior escala; o segundo, com a invenção, entre 1870 e 1900, da refrigeração mecânica, permitindo a produção de gelo independente do processo natural.

É a partir do século XIX, que temos a terceira e derradeira fase da história do sorvete: a popularização do consumo na Europa a partir dos cafés e sorveterias apoiada no processo de refrigeração mecânica, iniciada na segunda metade do século passado nos Estados Unidos, acompanhando o desenvolvimento do capitalismo. É nesse momento que o sorvete ganha mais espaço na sociedade, passando de um alimento proibido, devido ao seu preço, a uma sobremesa comum, presente no nosso quotidiano.





 O sorvete além de ser delicioso

é um alimento completo,

 contendo proteínas, açúcares,

 gordura vegetal e/ou animal,

 vitaminas, cálcio, fósforo e

outros minerais essenciais.
 






Na Biblioteca Municipal não temos sorvetes, mas temos livros como este na sala infantil/juvenil, que te ensinam a fazê-los.
Vem até cá, vê como é fácil a sua preparação. Atreve-te!


Depois, se nos quiseres mostrar o resultado …         agradecemos!

 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"Já escrevi sobre tudo e mais alguma coisa" António Torrado


Hoje vamos apresentar-te mais um escritor português de literatura infanto-juvenil.

António Torrado nasceu em Lisboa em 1939. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra. Dedicou-se à escrita desde muito novo, tendo começado a publicar aos 18 anos. A sua atividade profissional é diversa: escritor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão.
Tem trabalhado em parceria com Maria Alberta Menéres em diversos livros e programas de televisão.
Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.
É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema. É dramaturgo residente na Companhia de Teatro Comuna em Lisboa.

Sendo consensualmente considerado um dos autores mais importantes na literatura infantil portuguesa, possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, mas também poesia e sobretudo contos. Reconhece a importância fundamental da literatura infantil enquanto veículo de mensagens, elegendo como valores a promoção da liberdade de expressão e o respeito pela diferença.
António Torrado utiliza com frequência o humor em algumas das suas histórias.


Em 1988 ganhou o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças.
Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY – Internacional Board on Books for Young People.

António Torrado já escreveu "perto de mil histórias". Mas também criou peças de teatro, letras de fados, argumentos para filmes e séries de televisão, escreveu textos para a rádio e poesia.

Apresentamos-te algumas imagens da peça de teatro A cerejeira da lua, apresentado pelo grupo Lua Cheia, teatro para todos. Conta a história do jovem imperador Meng-Uóng que tinha um desejo secreto: ir à lua.
Este espetáculo é baseado no livro de António Torrado, A cerejeira da lua e outras histórias chinesas, recomendado pelo Plano Nacional de Leitura no programa de português do 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula.
Ora vê:



Consulta AQUI as obras de António Torrado disponíveis na sala infantil/juvenil da Biblioteca Municipal

Aparece! O autor e as suas histórias estão à tua espera.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Sardinha, Lencinho da Botica, Mata, Adivinha quem falou, Senhor barqueiro

Sabes que nomes são estes?
São alguns dos jogos tradicionais infantis.


Os jogos tradicionais são uma peça fundamental da identidade de um povo, porque relatam a história e cultura de cada país.
São muito antigos, praticados desde há séculos e são transmitidos de geração em geração, que os adaptam à sua maneira de ser e de viver.
Por exemplo em Portugal existem mais de 50 variantes do Jogo da Malha.

São importantes, na medida em que solicitam diferentes capacidades e estimulam a imaginação, além de serem muito divertidos, são jogados de forma espontânea, pois depressa se aprendem.
Jogar é muito especial. O jogo permite viver situações de faz de conta, dando asas à fantasia e isso ajuda-nos com a realidade do dia a dia, uma vez que aumenta a autoconfiança, a energia e aprender a lidar com os outros, contrariamente aos jogos eletrónicos que fomentam o imobilismo, o isolamento ou a interação à distância.


Queremos deixar-te, como sugestão de
leitura para o fim de semana
um livro ativo e descontraído:


A brincar… também se aprende! 
Jogos tradicionais infantis

Textos e pesquisa de 
Sónia Moreira e 
Soraia Freire

Editado pela Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura - ADAE


Neste livro que contém um CD, poderás conhecer as regras de diferentes jogos e embarcar numa estimulante viagem pelo mundo do “faz de conta”, que poderás jogar em casa, na rua, no recreio da escola e mesmo aqui na biblioteca. Deixamos-te aqui um exemplo:



Pedra, papel ou tesoura
Mínimo de três jogadores

Os jogadores colocam um braço atrás das costas, com o punho fechado. Ao mesmo tempo, dizem “Pedra, papel ou tesoura” e mostram as mãos escondidas enquanto fazem uma das três figuras possíveis. A pedra é representada pelo punho, o papel corresponde a uma mão aberta e a tesoura é formada com os dois dedos, médio e indicador, esticados, enquanto os restantes ficam dobrados.
O papel vence a pedra, pois pode envolvê-la. A tesoura ganha ao papel pois pode cortá-lo. A pedra vence a tesoura pois pode parti-la ou amolgá-la.
Se alguns jogadores fizerem a mesma figura, empatam, prosseguindo o jogo até ao desempate.Trata-se de um jogo conhecido em diferentes locais do mundo, variando, por vezes, os objetos representados.


Vem à sala infantil/juvenil da Biblioteca, requisita o livro, junta os teus amigos e…
Bons jogos!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Já andaste de avião? Já pensaste como ocorreu às pessoas a ideia de voar?


SABES QUE.... 
Em 1849, Sir George Cailey, um inglês, considerado o verdadeiro pai da aviação, enviou para o ar uma criança de dez anos num planador de três asas?
E que os maiores avanços da aviação devem-se, infelizmente, às duas guerras mundiais?

Durante milhares de anos, o Homem sonhou com a possibilidade de voar, desde a mitologia grega que nos fala de Dédalo e do seu filho Ícaro, que fabricaram asas para fugir de Creta, até à lenda de Ka´us, rei da Pérsia, que atou quatro enormes pombas no seu trono e levantou voo.

Um dia os inventores tiveram uma ideia, a do balão.



Em Outubro de 1783 o francês Pilâtre de Rozier elevou-se a 24 metros do ar, à altura de um prédio de seis andares, num voo que durou quatro minutos e meio e no mês seguinte os seus compatriotas, os irmãos Montgolfier, repetiram a proeza, pairando sobre Paris durante vinte e cinco minutos.



O primeiro voo a motor com êxito, aconteceu em 1903, teve a duração de doze segundos e percorreu a distância de trinta e sete metros e deve-se ao engenho de dois norte americanos, os irmãos Wright, com a construção de um aeroplano a motor.  

Com o começo da Primeira Guerra Mundial em 1914, os aviões começaram a ser utilizados para tirarem fotografias e enviarem mensagens e quando acabou em 1918, já havia milhares de pessoas envolvidas no estudo da aviação. Em 1919, a primeira linha aérea transportou passageiros de Londres para Paris, levando duas ou três pessoas de cada vez. Em Maio de 1927, o americano Charles Lindbergh fez a primeira travessia do Atlântico, a solo, voando ininterruptamente de Nova Iorque a Paris, a bordo do seu monoplano, o Spirit of St. Louis.



Os portugueses também deram o seu contributo, em especial na navegação aérea astronómica. Pois é, os métodos e os instrumentos utilizados nas viagens de navegação marítima na época dos descobrimentos foram adaptados à navegação aérea. Foi o que fizeram Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Aumentaram a eficácia e a precisão de alguns desses instrumentos e, em 1922, conseguiram concretizar a 1ª travessia aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. Ao lado está o hidroavião Santa Cruz, em exposição no Museu da Marinha (Lisboa), a bordo do qual foi terminada a viagem até ao Brasil. 





A inglesa Beryl Markham, tornou-se em 5 de setembro de 1936, a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico de leste para oeste em voo solo, e a primeira pessoa a fazê-lo da Inglaterra para a América do Norte sem escalas.




A Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) fez progredir muito a aviação. Em 1945 foi utilizado pela primeira vez o motor a jato, inventado pelo oficial da Real Força Aérea Inglesa, Frank Whittle.
Com o término da guerra teve início a etapa final da aviação comercial. Aviões mais rápidos, mais cómodos, de maior capacidade, mais seguros e mais dignos de confiança, tornaram mais regulares e possíveis as viagens e os transportes aéreos.

Ficaste curioso acerca deste assunto?
Então, vem até à sala infantil/juvenil da 
Biblioteca Municipal.
Aqui encontras muita informação sobre a história da aviação.
Ilustração de Paulo Galindro

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

NEWSLETTER setembro



QUERES CONHECER AS ATIVIDADES 
QUE PROGRAMÁMOS NA BIBLIOTECA MUNICIPAL
PARA O MÊS DE SETEMBRO?

ENTÃO CONSULTA A NOSSA NEWSLETTER.

Clica na imagem ou AQUI


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O fim de semana à espreita, praia com os pais ou os amigos …Mas, sempre com um livro debaixo do braço!



Propomos-te então para leitura de fim de semana um livro que nos fala de partilha.
Nem sempre queremos partilhar o que temos, com os nossos irmãos e amigos. Às vezes pensamos que somos mais felizes se guardarmos as coisas só para nós, mas isso é errado, é um comportamento egoísta. Porque quando partilhamos as coisas com os outros elas sabem melhor e sentimo-nos mais felizes.


"A mudança da gatinha egoísta: um livro sobre a partilha de brinquedos" é uma história original de Kyo Yamawaki, ilustrado por Yasunari Murakami adaptada para a língua portuguesa por António Ribeiro. É uma edição conjunta da Crerital e da Nova Variante.

“Mimi é uma gatinha egoísta e, por isso, não deixa ninguém jogar com a bola dela. Os outros gatinhos vão-se embora e Mimi fica a brincar sozinha. Primeiro apanha um susto com um corvo preto, depois aborrece-se imenso por não ter companhia e até perde o apetite para a merenda. Resolve procurar os amigos, mas eles estão escondidos no bosque. Quando finalmente os encontra, Mimi compreende que é mau ser egoísta e resolve que todos podem jogar à bola”.


Todos os dias devem ser de partilha, especialmente hoje dia 31 de agosto que se comemora o Dia Internacional da Solidariedade.
Esta comemoração foi proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover e fortalecer os ideais de solidariedade e entrega ao próximo – nações, povos e indivíduos –  de forma generosa.
A solidariedade foi reconhecida como um dos valores fundamentais para as relações internacionais no século XXI.

Como sempre, cá esperamos por ti!
Não venhas sozinho, partilha o nosso espaço com alguém!
Partilha a leitura.




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

JOGOS PARAOLÍMPICOS


Começam hoje em Londres (Inglaterra) os Jogos Paraolímpicos, com a participação de cerca de 5000 atletas.

Os Jogos Paraolímpicos, destinados a atletas com diversas deficiências físicas e motoras, tiveram início em 1960, com a realização do primeiro evento do género em Roma, começando a partir de então a realizar-se a par dos Jogos Olímpicos, coincidindo quase sempre com a cidade e país organizadores e com um intervalo de pelo menos duas semanas. Mas a ideia que preside à sua realização tinha já alguns anos.
Em 1948, Sir Ludwig Guttmann organizara já uma competição desportiva para veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesões na espinal medula, na localidade de Stoke Mandeville, (Inglaterra). Quatro anos depois, atletas com limitações físicas provenientes dos países baixos juntaram-se a este grupo inglês, dando assim início ao movimento internacional conhecido como Jogos Paraolímpicos. Os primeiros assim propriamente ditos, com carácter organizado a nível de federações e envolvendo modalidades diversas foram realizados em Roma (Itália).

A participação portuguesa nos Jogos Paraolímpicos tem sido muito feliz, com a conquista de várias medalhas.
  • A primeira participação registou-se em Heidelberg (Alemanha) em 1972, com 9 atletas, nos grupos de tetra/paraplégicos e amputados, não se tendo obtido qualquer medalha (a única vez até hoje).
  • Nova Iorque (EUA) 1984, depois de um interregno de 12 anos, foram 15 atletas que trouxeram 14 medalhas.  
  • Seul (Coreia do Sul) 1988, 13 atletas conquistaram 12 medalhas.
  • Barcelona (Espanha) 1992, 28 atletas conquistaram 9 medalhas.
  • Atlanta (EUA) 1996, estiveram 35 atletas portugueses, tendo sido conquistadas 14 medalhas.
  • Sidney (Austrália) 2000, com um record de presenças de 53 atletas, em todos os grupos e agora com mais modalidades foram conquistadas 15 medalhas.
  • Na XII edição dos Jogos Paraolímpicos, que decorreu em Atenas (Grécia) em setembro de 2004, participaram cerca de 4000 atletas de 146 países, onde Portugal conseguiu 12 medalhas (duas de ouro, cinco de prata e cinco de bronze)
  • Nos jogos de Pequim (China) em 2008, conquistou 7 medalhas.
Modalidades Paraolímpicas


Provavelmente desconheces algumas destas modalidades como o Goalball, concebida de raiz para pessoas com deficiência visual.


O objectivo do Goalball, à semelhança de outras modalidades como o futebol, hóquei em patins ou o andebol é marcar mais golos que o adversário. As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. São duas equipas constituídas por três elementos titulares e três reservas cada. Cada jogador tem os olhos vendados e a bola, para ser ouvida, contém guizos no seu interior que emite sons – existem furos que permitem a passagem do som – para que os jogadores saibam a sua direção.


Vem até à Biblioteca, onde tens na sala infantil/juvenil livros que te falam destas modalidades desportivas.

Já vens a caminho com os teus amigos?
Ok, até já.


 


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