segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O primeiro carro popular da história


Sabes qual foi?
Um Ford modelo T, lançado em outubro de 1908, pelo americano Henry Ford.


Popularizou o automóvel e revolucionou a indústria automobilística. Vigésimo projeto da marca, a partir de 1903, foi produzido por 19 anos entre os anos de 1908 e 1927.
Com um motor de 2.900 cm3 de cilindrada e 17 cv. de potência,  velocidade máxima de 50 km/h, era um veículo confiável, robusto, seguro, resistente, simples de dirigir e principalmente barato, qualquer um era capaz de o conduzir ou consertar, sem precisar de motorista ou mecânico.
O tanque de combustível ficava sob o assento do passageiro da frente. Era preciso retirar o assento para abastecer.

A fabricação desse modelo ganhou notável incremento a partir de 1913, quando Henry Ford, inspirado nos processos produtivos dos revólveres Colt e das máquinas de costura Singer, implanta a linha de montagem e a produção em série. Pode afirmar-se com segurança que a indústria automobilística começou a partir deste momento, pois, até então, fabricado artesanalmente, o automóvel ainda era visto com desconfiança pelos americanos. Não passava de um brinquedo barulhento, perigoso e caro.

Com estas inovações, em vez de um operário ficar responsável pela produção de todas as etapas de um carro, várias pessoas ficavam responsáveis pela produção de etapas distintas de vários carros. Henry Ford criou um engenhoso sistema de esteira, que movimentava o carro em produção em frente aos operários, para que cada um executasse a sua etapa. Isto aumentou em muito a produtividade, pois um carro ficava pronto a cada minuto.
Em consequência, o custo de cada unidade caiu em relação aos concorrentes existentes no mercado. E a queda de preço foi constante: em 1908, ano do seu lançamento, a unidade custava 850 dólares, em 1927 último ano da sua fabricação, o preço era de 290 dólares.


Modelo TT
Por estas razões, o T conquistou o público americano e de outros países. Em 1914 é iniciada a sua fabricação na Argentina. Em 1917, é lançado o camião Modelo TT.

Em 1920, mais da metade dos veículos que circulavam ao redor do mundo eram modelos T e podiam ser vistos até em países distantes como Turquia e Etiópia.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Modelo T foi empregado amplamente, até mesmo como ambulância, e correspondeu nas condições mais adversas.

A produção do Modelo T foi mantida até 1927. Alguns meses depois de realizar uma cerimónia para apresentação do carro nº15 milhões, Henry Ford concluiu que era hora do Modelo T ceder o lugar a uma nova geração de produtos. O recorde de quase vinte anos de produção e mais de quinze milhões de unidades produzidas, só foi superado em 1972 pelo Volkswagen Fusca ou Carocha.
Como parte das comemorações do seu centenário, em 2003, a Ford restaurou seis unidades do Modelo T. A versão de 2003, denominada Modelo T-100, foi fabricada totalmente à mão, sendo idêntica à original de 1914.


Não te esqueças,
 de carro ou a pé vem até à Biblioteca Municipal onde encontras na sala infantil/juvenil, 
camiões de livros com este assunto.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Fim de semana prolongado... Mais tempo para ler!


Como sabes Portugal foi, desde a sua fundação, governado por reis, ou seja, era uma monarquia. Mas em finais do século XIX as pessoas estavam descontentes com este sistema de governar o país e então no dia 5 de outubro de 1910, dá-se um acontecimento que mudou a nossa história, pondo fim à monarquia e implantando a República.


Esta data marcou o início de muitas mudanças no nosso país. Foi-lhe reconhecida grande importância, daí que o dia 5 de outubro passou mesmo a ser feriado nacional. Situação que deverá alterar-se a partir do próximo ano, deixando de ser feriado. 

Das várias alterações introduzidas com a implantação da República há a salientar a introdução de dois símbolos nacionais que se mantêm até hoje: a bandeira e o hino A Portuguesa.




Para conheceres melhor esta fase da nossa História, deixamos-te como sugestão para leres neste fim de semana este livro: 




A MINHA PRIMEIRA REPÚBLICA
de José Jorge Letria
ilustrado por Afonso Cruz
editado pelas Publicações D. Quixote.

Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para apoio a projetos relacionados com História de Portugal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.

Com este livro « irás revisitar esse tempo e essa memória, reencontrarás um país que viveu um tempo único e intenso de transformação e mudança, conhecerás um pouco mais de perto as pessoas que tinham um sonho e um ideal para cumprir.»

“Manuel Francisco era um miúdo lisboeta igual a muitos outros da sua idade. Era moreno e franzino e tinha um olhar brilhante e inquiridor. Ao alvorecer da manhã do dia 4 de Outubro de 1910, com a sua sacola de cadernos e livros a tiracolo, apercebeu-se de que havia uma invulgar agitação nas ruas habitualmente calmas e com pouco movimento. As pessoas encaminhavam-se para os empregos com o passo acelerado e trocando olhares tensos e inquietos. Ouviram-se tiros e alguns dos transeuntes entraram apressadamente em estabelecimentos comerciais em busca de abrigo, porque, como disse uma voz de senhora em momento de esganiçada exaltação: «Parece mesmo que anda o diabo à solta»”

O Manuel Francisco está à tua espera na sala infantil/juvenil da Biblioteca Municipal, para te contar o resto da história.

Bom feriado, bom fim de semana, boas leituras.


Ilustração de Valentí Gubianas


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Música


Considerada a arte mais antiga e a mais primitiva de todas, a história da música remonta aos tempos da pré-história.


Ainda antes do Homem começar a fazer instrumentos, é provável que fizesse música através duma mistura de gritos, de bater com os pés, de bater palmas e de bater com objetos.

Em 1975, o International Music Council, instituição fundada pela UNESCO e que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música, decidiu instituir o Dia Internacional da Música a 1 de outubro, com os objetivos de promover a arte musical em todos os setores da sociedade e aplicar os ideais da UNESCO, como a paz e amizade entre as pessoas, a evolução das culturas e troca de experiências.

Já deves ter ouvido falar dos grandes compositores clássicos e provavelmente ouvido alguma das suas músicas, tais como:

Ludwig van Beethoven nasceu em 16 dezembro de 1770 e faleceu em 26 março 1827. Compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental.
Compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a sua carreira de compositor. Os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784 com catorze anos, já era organista assistente da Capela Eleitoral.




Fryderyk Franciszek Chopin, nasceu em 1810 na Polónia e faleceu em França em 18 de outubro de 1849, compositor para piano da era romântica. Com oito anos deu o seu primeiro concerto em público. Em 1825 com quinze anos, improvisa diante do imperador Alexandre e nesse mesmo ano publica uma das suas primeiras composições.





Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em 27 de janeiro de 1756 e faleceu em 5 de dezembro de 1791, influente compositor austríaco do período clássico.


Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde a sua infância. Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, e passou a apresentar-se para a realeza europeia, maravilhando todos com o seu talento precoce.



Deixamos-te um pequeno filme animado, sobre a história da música, da autoria de Silvia Lima.


Não te esqueças, vem até à sala infantil/juvenil da Biblioteca onde encontras livros 
que te dão música.


Ilustração de André Letria


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Consulta a nossa NEWSLETTER do mês de outubro 
e fica a conhecer as atividades que preparámos para ti na tua BIBLIOTECA MUNICIPAL


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dia Internacional da Imprensa

Mais um começo de semana, mais um dia em que se comemora alguma coisa. Talvez o teu aniversário. Se for o caso, Parabéns!

Mas hoje, dia 24 de setembro, queremos lembrar-te que se comemora o Dia Internacional da Imprensa
  

A imprensa é um conjunto de meios de comunicação, que chega até nós e traz o mundo até nossas casas – jornais, revistas, rádio, televisão.
Um mundo sem imprensa seria um mundo sem conhecimento, por isso é importante recordar estes dias, porque estas descobertas modificaram as nossas vidas.



O termo imprensa deriva da prensa móvel, processo gráfico aperfeiçoado por Johann Guttenberg, em 1440, que utilizava os tipos móveis: peças separadas, de madeira ou metal, por cada caracter, que eram reunidos numa tábua para formar palavras e frases do texto.



As primeiras reproduções da escrita foram obtidas sob um suporte, de cera ou de argila, encontrados nas mais antigas cidades da Suméria e da Mesopotâmia do século XVII a. C.

A primeira publicação regular de que se tem notícia foi a Acta Diurna, que o imperador Augusto mandava colocar no Fórum Romano no século I de nossa era. Esta publicação, gravada em tábuas de pedra, foi fundada em 59 a.C.

O primeiro jornal em papel, Notícias Diversas, foi publicado como um panfleto manuscrito a partir de 713 d. C., em Kaiyuan, em Pequim, na China
A primeira publicação impressa periódica regular (semanal), o Nieuwe Tijdinghen, aparece em 1602, na Antuérpia (Bélgica). Em 1615, surge o Frankfurter Journal, primeiro periódico jornalístico, também semanal e em alemão.
Em 1621, surgiu em Londres o primeiro jornal particular de língua inglesa, The Corante. No mesmo ano, Nathaniel Butler fundou também em Londres a primeira publicação semanária: o Weekly News, que, a partir de 1638, seria o primeiro jornal a publicar noticiário internacional. O jornal mais antigo do mundo ainda em circulação foi o sueco Post-och Inrikes Tidningar, que teve início em 1645.


O primeiro jornal em português foi fundado em 1641, em Portugal: era A Gazeta da Restauração, de Lisboa.



Sabes que existe O Museu Virtual da Imprensa 
um projeto da AMI - Associação Museu da Imprensa, Porto?

Espreita AQUI

Não te esqueças de passar também por aqui, 1º andar da Biblioteca Municipal, sala infantil/juvenil, onde podes consultar a biografia de Johann Guttenberg e aprender mais acerca da imprensa.

Ilustração de Rob Gonsalves


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia Internacional da Paz


Celebrado anualmente a 21 de Setembro o Dia internacional da Paz é uma iniciativa a nível mundial, estabelecida pelas Nações Unidas em 1981. A primeira celebração da data ocorreu em Setembro de 1982.
A comemoração tem como objetivo levar as pessoas a sensibilizaram-se para a necessidade da paz no mundo e para promoverem atos que tenham como resultado o fim dos conflitos entre povos e a consagração da paz mundial.
Para vivermos com dignidade precisamos de estar em paz, em harmonia e união, principalmente nesta altura em que, como sabes, o nosso país atravessa grandes dificuldades económicas e sociais.

Sabes qual a origem da pomba branca 
como símbolo da paz?
Começa com a história da Arca de Noé. Quando este esperava pelo fim do dilúvio, soltou uma pomba que passado algum tempo voltou à Arca com um ramo de oliveira no bico, o que significava que havia novamente Terra para os homens e animais.



Convidamos-te a comemorar este dia com a leitura do livro

Cinco minutos de paz 

de Jill Murphy,

editado pela Âmbar



“A Senhora Dona Grande tirou um tabuleiro do armário. Em cima dele pôs um bule de chá, uma caneca de leite, a sua chávena e pires favoritos, um prato de torradas com compota e um resto de bolo do dia anterior. Enfiou o jornal no bolso e dirigiu-se para a porta.
«Onde vais com esse tabuleiro, mãe?» perguntou a Laura.
«Para a casa de banho», respondeu a Senhora Dona Grande.
«Porquê?», perguntaram as outras duas crianças.
«Porque preciso de cinco minutos de paz sem vocês», disse a Senhora Dona Grande. «É por isso»."



Jill Murphy nasceu em Londres (Inglaterra) em 5 de julho de 1949 autora e ilustradora de livros infantis. Dois anos depois de ter frequentado uma escola artística, onde estudou ilustração, completou o primeiro volume da coleção acerca de uma jovem bruxa que encontra algumas dificuldades na adaptação à sua nova escola. Depois de ver o seu trabalho rejeitado por três grandes editoras londrinas, a autora acabou por meter o manuscrito numa gaveta e concentrar-se noutro tipo de trabalhos. Os livros sobre a jovem bruxinha Matilde acabariam por ser publicados por uma pequena editora quando a autora tinha 24 anos e conheceriam um sucesso imediato. O trabalho de Jill Murphy foi premiado várias vezes e, para além das histórias acerca desta bruxinha desastrada, Jill é também autora de outros livros para crianças, nomeadamente a série A Família Grande, um conjunto de álbuns ilustrados acerca das desventuras de uma família de elefantes.

A sala infantil/juvenil da Biblioteca é um sítio onde encontras paz, mas também muita diversão e boa leitura. Nós já cá estamos, só faltas tu.
Bom fim de semana


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"A infância é um espaço mágico onde cabem todas as formas de sonho e imaginação" Maria Rosa Colaço

Tal como já fizemos em mensagens anteriores, hoje vamos apresentar-te mais um escritor português de literatura infanto-juvenil. Trata-se de ... 

Maria Rosa Colaço, nascida a 19 de setembro de 1935, em Torrão, Alcácer do Sal, e falecida a 13 de outubro de 2004.
Fez o curso de enfermagem no Instituto Rockfeller e depois frequentou a Escola do Magistério de Évora. Aos 20 anos tornou-se professora do ensino primário, primeiro em Moçambique e depois, já em Portugal, em Almada.

Defendeu sempre a importância da leitura no desenvolvimento e educação das crianças.


Estreou-se na escrita de obras infantis com o livro Espanta-Pardais e ao longo de mais de quarenta anos lançou regularmente obras dedicadas ao público infanto-juvenil.

A Criança e a Vida, lançado nos anos 60, foi considerada a sua obra mais importante, embora seja também de realçar o livro Aventuras de João-Flor e Joana-Amor.

A Criança e a Vida foi traduzida para diversas línguas e conheceu mais de 40 edições, a primeira das quais em Moçambique. Tratava-se de uma coletânea de textos escritos por crianças suas alunas.

Em 1958 escreveu a sua primeira obra para teatro A Outra Margem, que lhe valeu o Prémio Revelação de Teatro.
Dez anos mais tarde, regressou a Portugal, depois de ter feito alguns livros para o Ministério da Educação Moçambicano com textos de crianças locais.
Em 1982, Maria Rosa Colaço ganhou o Prémio Soeiro Pereira Gomes, graças à edição do livro Gaivota. Sete anos mais tarde venceu o Prémio Alice Gomes, da Associação Portuguesa para a Educação pela Arte, com a obra Pássaro Branco.


Maria Rosa Colaço colaborou com vários jornais, onde escreveu crónicas sobre o quotidiano. Durante vinte anos colaborou com o diário A Capital

Na sua terra natal, Torrão, existe uma rua com o seu nome. Foi sempre uma defensora da liberdade, com um carácter forte, sempre atenta às modificações da sociedade e defensora de uma participação cívica ativa.
Foi-lhe atribuída postumamente a comenda da Ordem da Liberdade com Palma, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. 


Desde 2006 a Câmara Municipal de Almada atribui, anualmente, o Prémio Literário Maria Rosa Colaço. Os objetivos deste prémio passam por valorizar e promover a literatura infanto-juvenil e, ao mesmo tempo, homenagear a escritora.


Deixamos-te um pequeno poema de Maria Rosa Colaço,  intitulado "Menino no cais", extraído do livro 
Versos diversos para meninos travessos.




Menino no cais

No cais das gaivotas
menino sentado
com sonhos morando
no barco ancorado.
 Sentado, pensando,
com sol entre os dedos,
com estrelas nos olhos
e o vento aos segredos
 Que segreda o vento?
Que segreda o mar?
Menino sentado
no barco, a olhar?



Podes encontrar estes livros, e muitos mais desta autora,  na sala infantil/juvenil da Biblioteca Municipal.

VÊ AQUI QUAIS SÃO.

Convidamos-te, a ti e a todos os meninos travessos, a passarem por cá para conhecerem ou recordarem 
Maria Rosa Colaço.

Ilustração de Vivian del Río

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