sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mestre Joaquim Correia

"Na minha terra, a arte era só a do vidro, e devo dizer-lhe que esta também representou um papel importante na minha aprendizagem, sobretudo no que respeita à formação do operário que todo o artista  deve também ser".
Joaquim Correia

Sabes quem era Joaquim Correia e qual a terra a que ele se refere?

Mestre Joaquim Correia refere-se à Marinha Grande, a sua terra natal, a tua terra, a nossa terra.

Nasceu a 26 de julho de 1920 e faleceu no passado dia 6 de fevereiro.
Neto e filho de uma família de mestres vidreiros, ilustre escultor marinhense, autor de numerosas estátuas, baixos-relevos e medalhas que figuram em lugares públicos e privados em Portugal e no estrangeiro.
Depois de ter realizado os estudos primários na Marinha Grande, continuou os estudos secundários em Leiria. Em 1938 vai para Lisboa a fim de frequentar o curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes, onde lhe foi negada a matrícula apesar das excelentes classificações obtidas nas provas artísticas.
Em 1940 foi admitido e frequentou o 1º ano do curso superior de Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo concluído os restantes anos do curso na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
Completou a sua formação de escultor nas oficinas dos Mestres Francisco Franco, Salvador Barata Feyo e António Duarte.
Foi sócio efetivo da Sociedade Nacional de Belas Artes da Associação dos Arqueólogos Portugueses e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Presidiu à comissão instaladora do Museu do Vidro. Foi comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada e "Des Arts et Lettres" de França. 
Está representado nos Museus Nacionais de Arte Contemporânea de Lisboa, de Soares dos Reis no Porto, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e em várias coleções nacionais e estrangeiras.


O Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, foi inaugurado em 5 de dezembro de 1997 está instalado no Palácio Taibner de Morais, também conhecido como Palácio dos Barosas, propriedade do Município da Marinha Grande, tendo sofrido obras de recuperação e adaptação para receber o valioso espólio artístico do escultor, doado pelo autor e família à Câmara Municipal da Marinha Grande, onde constam bustos, estátuas em bronze e gesso, medalhas, desenhos e pinturas.

É possível que já conheças o Museu, uma vez que lá se efetuam diversas atividades educativas destinadas às crianças e jovens dos vários graus de ensino, com o objetivo de divulgar o espaço e a obra do escultor junto do público infanto-juvenil. 

No entanto, sugerimos que aproveites o fim de semana e a pausa letiva para visitares ou revisitares o Museu Joaquim Correia e ficares a conhecer (ou relembrar) a obra deste artista que muito honra a nossa terra e o nosso país.  
Diz aos teus pais que a Câmara Municipal decidiu conceder entradas gratuitas durante um mês no Museu, como forma de homenagear a obra de Mestre Joaquim Correia.

A melhor homenagem que podes prestar a Mestre Joaquim Correia é visitares o Museu e admirar a sua obra.


Bom fim de semana


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Os brinquedos ocupam espaço nas nossas casas, mas também nas nossas vidas


A história do brinquedo é uma história que acompanha o homem.

Houve sempre necessidade de inventar e construir objetos para as crianças se distraírem e divertirem, mas os brinquedos funcionam também como forma da criança conhecer o mundo à sua volta e de estimular a sua imaginação e criatividade e, como tal, sempre estiveram presentes em todas as sociedades.


Nem sempre foram tão sofisticados como os conhecemos hoje em dia, nem tão variados, devido à limitação de materiais e recursos utilizados. Atualmente existe uma grande variedade de brinquedos, mas nem sempre foi assim, até porque a grande maioria das famílias não tinha possibilidades financeiras para comprar brinquedos. Os brinquedos dos nossos pais e avós limitavam-se a bonecas e bolas feitas de restos de tecido e meias velhas ou a um objeto de madeira feito por alguém conhecido.

Os primeiros brinquedos datam de 6500 anos atrás, no Japão, onde eram feitas bolas de fibra de bambu. A bola era um brinquedo utilizado noutras civilizações, como os romanos e os gregos. 

Há cerca de 3000 anos foram inventados os piões, na Babilónia (antiga Mesopotâmia), decorados e feitos de argila.

Os famosos soldadinhos de chumbo surgiram no século XIII, mas apenas como forma de simular situações de batalha. Mais tarde foram popularizados, mas mesmo assim, apenas eram acessíveis a famílias nobres.





As primeiras caixas de música só surgem no século XVIII, criadas por relojoeiros suíços, que utilizaram um mecanismo semelhante ao dos relógios para criar um mecanismo que fazia com que um pente de metal produzisse som ao passar por um cilindro rotativo.
As bonecas eram relativamente comuns, no entanto eram feitas de pano. As bonecas de porcelana apenas eram acessíveis a famílias ricas.

A produção em série acabou por ser utilizada na manufatura dos brinquedos, fazendo por isso com que a sua produção aumentasse significativamente possibilitando a qualquer pessoa possuir um brinquedo. 
Com a descoberta de um novo material, o plástico, tornou-se possível criar uma grande quantidade e diversidade de brinquedos.


Existem vários Museus do Brinquedo no nosso país que podes visitar, 
nomeadamente em Sintra, Arronches, Seia,
Caramulo e Ponte de Lima.


A sala infantil/juvenil da Biblioteca Municipal 
também é um sítio de brincadeira e descoberta.
Aparece.
Ilustração de Lisa Berkshire

Boa semana

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


EM FEVEREIRO teremos para ti ...



Um sapo apaixonado,

Às voltas com o amor,


Livros diferentes,
           Filmes à 4.ª,

Exposições bibliográficas,

Exposição de  PINTURA,



... e muito mais.

Na NEWSLETTER de fevereiro. 
 + AQUI




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Andrómeda … Revista Nature … Via Láctea … jovem de 15 anos … galáxias anãs

Estes nomes estão interligados.   
Confuso? 
Nós explicamos.

Como certamente saberás, uma galáxia é uma família de estrelas misturadas com grandes nuvens de gases e poeiras, que se juntaram no espaço pela força da gravidade e que Via Láctea é o nome da nossa  galáxia. Durante muitos e muitos anos pensou-se que a única galáxia existente era a nossa, até que em 1924, o astrónomo americano Edwin Hubble descobriu que algumas manchas suaves, batizadas de «nebulosas» pelos astrónomos do século XVIII, eram na realidade galáxias, descoberta essa que veio revolucionar o nosso conceito do Universo.
A Via Láctea pertence a um conjunto de 30 galáxias espalhadas ao longo de 3 milhões de anos-luz, conhecido como Grupo Local.


Uma dessas 30 galáxias é Andrómeda, que possui um diâmetro de aproximadamente 250 mil anos-luz, estando distante da nossa galáxia cerca de 2,9 milhões de anos-luz e que tal como a Via Láctea é uma galáxia do tipo espiral. Junto da Via Láctea existem ainda nove galáxias anãs e perto de Andrómeda existem mais oito.


É precisamente relacionado com a galáxia Andrómeda 
que surge o nome dum jovem de 15 anos.

Neil Ibata de nacionalidade francesa, aluno do Liceu Internacional de Pontonniers, em Estrasburgo, começou a aprender matemática e física aos 5 anos com os ensinamentos do seu pai.


Neil ajudou o pai Rodrigo Ibata – líder de uma equipa de investigação no Observatório de Astronomia de Estrasburgo – num estudo sobre a evolução das galáxias anãs em redor de Andrómeda, usando um programa informático em linguagem de programação Python, cuja codificação ele completou, que lhe permitiu concluir que as galáxias anãs parecem orbitar de forma concertada, alinhando-se num vasto e fino disco.


Pela sua participação no projeto, o jovem viu o seu nome figurar ao lado do nome do pai e de uma equipa de astrónomos e físicos de várias nacionalidades, num artigo publicado numa edição recente da revista inglesa Nature, uma das mais antigas e prestigiadas revistas científicas de todo mundo,  fundada em 1869.

Se quiseres ser um craque da ciência como o Neil, vem até à sala infantil/juvenil da Biblioteca, onde tens muitos livros de astronomia e física que podes consultar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Truz, Truz … quem é? Sou eu o fim de semana e chego Sem palavras


Se alguém perdesse as palavras, como seria? Com elas pensamos, dizemos, comunicamos. Somos. E se esse alguém fosse um escritor? Foi o que Eugénio Roda imaginou no livro que te sugerimos para leitura de fim de semana.


 “Sem palavras”
Editado pela Porto Editora 
Ilustrado por André Caetano.

O protagonista, ao chegar a casa, viu que todos os livros que escrevera “estavam em branco, como um caderno por usar”. “Ficou sem palavras só de pensar que tinha ficado sem elas.”




Eugénio Roda, pseudónimo de Emílio Remelhe, nasceu em Barcelos em 1965.
Antes de ser escritor, já era artista plástico, professor e também realizador.


Escreve para a infância de todas as idades. Entre diversas publicações e colaborações, destacam-se os seguintes álbuns, editados em diferentes idiomas:
O Piano de Cauda (2004),
O Quê Que Quem (2005),
ABeCé de las Historias (2005),
Ssschlep (2006),
Rêve (2007),
Erva-Palavra (2007),
O Guarda-Rios (2007),
Contos de Janela, distinguido com o Prémio Adolfo Simões Müller 2007,
 Irmã(o) (2008),
Azul Blue Bleu (2009),
Berlinde Bille Marble (2009),
Catavento (2010). 

Eugénio Roda foi um dos três nomeados em 2010 pela Sociedade Portuguesa de Autores para o Prémio Melhor Livro de Literatura Infanto-Juvenil com o álbum Azul Blue Bleu.


 “O Eugénio Roda escreve para a infância dos meninos e dos crescidos porque gosta de jogar com as ideias e com as palavras que todos nós temos na cabeça e com as quais podemos brincar: então é ingénuo (Eugénio), porque sem ingenuidade não há brincadeira! E rodopia (Roda) porque sem rodopio – perde-se o pio! – não há pensamento nem ideias, não há nada a acontecer nem para contar (é o mesmo com a terra a girar … sem isso como seria a nossa vida?)”
Emílio Remelhe


Ilustração de Gemma Aguasca Solé

Finta o mau tempo e vem até à Biblioteca Municipal.
Na sala infantil/juvenil encontras um ambiente acolhedor e ... muitas muitas palavras.

Bom fim de semana



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Novo ano, os mesmos bons hábitos


Este mês contámos com as crianças da 
Escola EB1 de Casal de Malta e do Centro Infantil Arco-íris para as sessões da atividade da Hora do Conto.


No dia 4 recebemos a turma do 4º ano da escola de Casal de Malta. A visita começou com o percurso pelas várias salas da Biblioteca, acompanhado de uma pequena explicação sobre o uso dos recursos aí existentes. Através desses espaços foram descobrindo as personagens da história que iriam ouvir mais adiante. Depois da euforia da visita e da descoberta dessas personagens, surgiu o momento mais calmo que deu lugar à atenção, no cantinho onde acontece a leitura do livro na sala infantil/juvenil.
Prometeram que, apesar de irem frequentar o 2º ciclo no próximo ano, continuarão a visitar a Biblioteca.

A Sala dos Golfinhos do Centro Infantil Arco-Íris, visitou-nos no dia 16. Estas 24 crianças de 4 anos, dispensaram a visita guiada porque todos os anos nos visitam e portanto já conhecem o espaço.
Na sala infantil/juvenil ouviram a história do livro do mês “Desculpa, mas esse livro é meu” da autoria de Lauren Child




Esta história passada à volta dos livros e das bibliotecas é apresentada de uma forma diferente, através de um pequeno teatro de bonecos, idealizado pelas funcionárias da Biblioteca e o resultado agradou bastante.  Apesar da sua tenra idade as crianças estiveram muito atentas à história.

No fim da leitura acontece o habitual contacto com os livros infantis existentes na sala, que é um momento muito especial vivido por todos.

Todos se despediram com a promessa de voltar.

Se a tua escola/turma nunca participou nesta atividade pede ao teu professor que contacte a Biblioteca Municipal nesse sentido, porque a hora do conto é baril.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nós crianças estamos tramadas!


Com certeza já pensaste isso muitas vezes, que ser criança é uma chatice, porque tens de obedecer a regras, fazer coisas que não te agradam, só porque alguém crescido assim o decide, achas que ser adulto é que é fixe.


Mas … não desesperes, porque não é bem assim! 

Ser criança não é assim tão mau, é até muito divertido. Pois, podes subir a uma árvore, brincar na areia, podes de vez em quando fazer uma tolice, como sujar-te de lama ou vestir a camisola ao contrário. Aproveita este tempo que é maravilhoso, tempo de aprender, de descobrir, de brincar.
Não tenhas pressa de crescer e simplesmente diverte-te.

Aproveita o fim de semana para brincar e também para ler.

Sugerimos-te o livro 
“Posso esperar para crescer!” 
de Jennifer Moore-Mallinos
ilustrado por Marta Fàbrega
das Edições Nova Gaia
para leres conjuntamente com os teus pais, pois também eles irão aprender com ele.


“Às vezes é duro ser criança. Temos de ir à escola, fazer os trabalhos de casa, fazer a cama todos os dias, arrumar o nosso quarto … e o pior é que temos de comer todos os legumes que nos põem no prato.
Ao início parece que ser criança é uma tarefa difícil e que os adultos têm uma vida fácil, mas … chega-se à conclusão que ser criança não é assim tão mau e que há sempre tempo para crescer”.


Vir à Biblioteca também é muito divertido.
Estamos à tua espera na sala infantil/juvenil.

Bom fim de semana

Ilustração de Pascal Campion

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