sexta-feira, 27 de março de 2015

E JÁ SE PASSOU O 2º PERíODO, SEU GRANDE SORTUDO!

Nesta semana de férias, deves ter aproveitado para fazer os T.P.C. (ou não), mas ainda te resta muito tempo e quando nos esforçamos um bocadinho os dias dão para fazer tudo aquilo que queremos e gostamos, como estudar, brincar, dormir e até inventar.

Podem-se inventar tantas coisas, algumas que nem te passam pela cabeça.

Todos nós gostamos e achamos graça às invenções, mas o Manel não gosta, ele adora invenções (é uma espécie de Prof. Pardal) e no que toca a inventar não há outro como ele.


O Manel gosta tanto de invenções que as agrupa em espécies diferentes. Por exemplo, o escorrega está no grupo das invenções rápidas, já a tabuada cujos números e cruzes dificilmente cabem na cabeça de alguém, está no grupo das invenções grandes.

Na lista do Manel até existem as invenções às avessas, como as árvores, porque ficam sem roupa quando chega o frio; e as invenções que o arrepiam como é o caso das manhãs. Então, um dia, ou melhor, uma noite, o Manel teve uma grande ideia, sabes qual foi? Inventar o seu próprio país! De preferência um país onde as manhãs fossem diferentes. E assim surgiu:


O primeiro país da manhã
Texto de Ricardo Gonçalves Dias
lustrações de Marta Madureira
Editora Dinalivro


Este livro foi vencedor do Prémio Branquinho da Fonseca, Expresso/Gulbenkian 2013, na modalidade de literatura para a infância, ex aequo com o livro “O cotão Simão” de Ana Rita Faustino.
 

O Manel deu ao seu país uma bandeira cosida aos ziguezagues, algumas janelas e leis escritas na parede com letras gordas e bonitas, como se faz nos ditados da escola. Havia leis para os brinquedos e para a televisão, para as arrumações e para as luzes dos candeeiros e até havia uma lei para a cadela Tuxa.
Mas falta uma coisa muito importante e solene para o país do Manel ser mesmo a sério, e ele como grande inventor que é não se esqueceu, e compôs o hino do seu país que começa assim:

«Para inventar um país
Basta ter imaginação.
É tão simples como um giz
E não há nada mais feliz
Do que esta minha invenção.
(Pum… Pum…)»

Neste fim de semana ou durante as férias da Páscoa, o Manel convida-te a visitares a sua invenção, ou melhor, o seu país novinho em folha, e quem sabe talvez o ajudes a imaginar mais uns versos para o hino ou mais cores para o céu.

Diverte-te com o Manel, ajuda-o a colocar o seu país no mapa, 
vai ser uma experiência fantástica.

Ilustração Valeria de Caterini

BOM FIM DE SEMANA
E
BOAS FÉRIAS




quinta-feira, 19 de março de 2015

P É LETRA DE PAI




O pai é um amigo
que está sempre à mão
Mas quando é preciso
também sabe dizer não!
 
 
O pai é o meu ídolo
dá-me colo e consolo,
o meu pai é um super herói
brinca comigo, é o maior!


de Margarida Esperança,
Leitora n.º 6

Ilustração Miguel Tanco









quarta-feira, 11 de março de 2015

CIDADES IRMÃS

Hoje, dia 11 de março a Marinha Grande e as cidades geminadas do Fundão, Montemor-o-Novo e Vila Real de Santo António, comemoram o 27º aniversário da sua elevação a cidade.

Unidas pela sua ascensão à categoria de cidade no mesmo dia -11 de março de 1988 -, estas terras celebram desde então de forma conjunta e rotativa este aniversário, contribuindo assim para uma geminação forte e enriquecedora.
Este ano a cidade anfitriã é a Marinha Grande e em representação do concelho participam cerca de 50 crianças das Escolas EB1 do Engenho e da Várzea. No total das 4 cidades, participam nas comemorações cerca de 200 alunos. Algumas das atividades programadas para hoje irão decorrer aqui, junto à entrada principal da Biblioteca Municipal. Haverá música, diversão e a alegria contagiante das crianças.



Aqui na Biblioteca Municipal dispões de várias publicações com informação sobre as 4 cidades, esta é um dos exemplos:



Marinha Grande localiza-se no limite norte da província da Estremadura. Tem uma área aproximada de 18.700 ha, sendo cerca de dois terços ocupada pelo majestoso Pinhal do Rei, designado oficialmente “Pinhal de Leiria”. O concelho é constituído por três freguesias; Marinha Grande, Vieira de Leiria e Moita.

Fundão é a capital secular da fértil Cova da Beira. Terra onde a imponência das serras da Gardunha e da Estrela se esbate por entre aldeias de sonho e cerejeiras em flor, numa das planuras mais ricas e formosas de Portugal.

Montemor-o-Novo, concelho da região do Alto Alentejo, distrito de Évora, situa-se no eixo rodoviário que liga Lisboa a Espanha-Badajoz, distando cerca de 100 km de cada uma dessas cidades. É sede de concelho com o mesmo nome e uma das mais novas cidades deste distrito alentejano.

Vila Real de Santo António foi implantada onde outrora existia a aldeia de Santo António de Arenilha. A cidade foi fundada em 1774 de raiz, por ordem expressa do Marquês de Pombal.
O concelho possui três freguesias: Monte Gordo, Vila Nova de Cacela e Vila Real de Santo António.



Estas 4 cidades fundaram o projeto educativo “À descoberta das 4 cidades”, dirigido aos alunos do 1º ciclo do ensino básico, com o objetivo de dar a conhecer melhor cada concelho, melhorar a formação cívica de todos os participantes e promover a cooperação entre os quatro municípios, incentivando também a participação da restante comunidade.


Parabéns às 4 cidades geminadas
Participa nos festejos.

Ilustração Hajin Bae




quarta-feira, 4 de março de 2015

HORA EXTRAORDINÁRIA

Não é uma hora vulgar como as outras, onde só cabem 60 minutos.
Nesta hora cabem muitas crianças, muitas aventuras, muitas leituras, muitas gargalhadas.

No passado mês de fevereiro couberam nesta hora extraordinária [Hora do conto] 64 crianças que vieram da Escola Guilherme Stephens, onde frequentam o 3º e 4º ano de escolaridade, acompanhadas das professoras e auxiliares.

Depois de bem instaladas no palco das histórias – a sala infantil – juntaram-se as funcionárias da Biblioteca que lhes leram vários contos.


A primeira personagem que conheceram foi a Alice, uma grande pessoa pequena que observa com os olhos gigantescos da infância as pessoas grandes que a rodeiam, e que descobre que afinal os espelhos são feitos de água.
  
Ilustração Elsa Lé
De seguida as crianças foram convidadas pelo Kiko a entrar numa floresta pintada pelas cores do arco-íris, para tentar convencer um monstro enorme, mas muito frágil, que os amigos não servem para comer.




Finalmente ouviram a história de amor entre uma menina com um olho roxo e outro cor de laranja e belos caracóis dourados que lhe caíam sobre os ombros, de seu nome Ofélia Libélia Libelinha Bichaneca Pataroca Trocópasso Baleote e um rapazinho capaz de equilibrar um morango na ponta do nariz com o simpático nome de José Manuel Catrapé Café Francisco Xico Barnabé Lamiré Capilé Vai daqui p´rá Guiné a cavalo na caixinha de rapé de Sousa e Silva.
Mas podem trata-los por Lili e Zé Manel.




No final desta hora extraordinária, todos brincaram muito animados com a Alice, o Kiko, o monstro (que era apenas O Grande Amigo Pico-Irís), a Lili e o Zé Manel e ficou prometido que as crianças viriam mais vezes à Biblioteca para retomarem a brincadeira e também ficou prometido levarem estes novos amigos até suas casas.


E tu o que esperas para vires assistir à nossa hora extraordinária?

É muito divertido e levas boas recordações.







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

LUÍSA DACOSTA (1927 - 2015)

Luísa Dacosta faleceu ontem, dia 15 de fevereiro, aos 87 anos.


Professora e escritora, nasceu em Vila Real a 16 de fevereiro de 1927. Formou-se na Faculdade de Letras de Lisboa em Histórico-Filosóficas.
Começou a sua vida literária em 1955 com a publicação de um livro de contos intitulado Província.
A partir de 1972 iniciou a escrita de livros para crianças - onde se destacou - e dirigiu coleções nesta área editorial.
Na sua atividade de tradutora, traduziu obras das escritoras francesas Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. Colaborou em diversos periódicos, tais como Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Seara Nova.
Em 2009 foi homenageada na Feira do Livro do Porto e no ano seguinte recebeu o Prémio Literário Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora.

Entre os seus livros infantis contam-se:










“Era uma vez um elefante cor-de rosa...
Mas não existem elefantes cor-de rosa!
Não é inteiramente verdade, a verdade é outra:
não existem na Terra elefantes cor-de-rosa, o que é muito diferente.
Mas noutro planeta, fora da nossa galáxia, num mundo pequenino, forjado no bafo de outras estrelas e aquecido por outro sol, havia elefantes cor-de rosa.
Viviam em florestas dum verde muito verde, entre pássaros azuis e manhãs de cristal, sem atmosfera.
Moviam-se graciosamente, naquele mundo amável, um pouco como balões soprados, porque a gravidade não os prendia demasiado ao solo.
E dançavam grandes rodas, dando-se as trombas, até altas horas de muitas luas, porque não havia sofrimento e por isso o tempo não podia medir-se.”

Luísa Dacosta
in, O elefante cor-de-rosa



Podes encontrar alguns dos seus livros na 
Sala Infantil da Biblioteca Municipal






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

HOJE É 6ª FEIRA, 13




E o que significa esta data??
Que ontem foi dia 12 e amanhã é dia 14!!!

 Ainda bem, porque de seguida vem o fim de semana e com ele o Dia dos Namorados, 
depois umas miniférias com o Carnaval pelo meio.

Porque a imaginação leva-nos aonde queremos, sugerimos-te um lugar onde podes comemorar todas estas datas. A cidade onde se comemora o mais famoso Carnaval da Europa, com belíssimas máscaras, também considerada uma das mais românticas cidades do mundo, Património da Humanidade, a bela


Ilustração Alex Levin

Veneza situa-se no Nordeste da Itália, na região do Veneto. A cidade está assente em 118 ilhas e é servida por 177 canais no extremo norte do mar Adriático. As ilhas sobre as quais foi construída a cidade de Veneza têm cerca de 400 pontes e a sua principal via de comunicação é o Grande Canal, com cerca de três quilómetros.


 Lá, vais descobrir o que acontece em noites de lua cheia.
Deves estar a pensar: Aqui há gato!....

 Pois muito bem.







Texto de Beatrice Masini
Ilustrações de Octavia Monaco
Editora Livros Horizonte


“De noite todos os gatos são pardos, porque o escuro é tão escuro que apaga todas as cores, mesmo a cor do pêlo dos gatos.
Mas não em Veneza. Não em Veneza, nas noites de lua cheia.
Porque é nessas noites que os gatos de Veneza exibem todas as suas cores: arqueiam o dorso e espetam o pêlo para parecerem maiores. Porque é nessas noites que os gatos de Veneza vão à caça de amor.
Também o Ciro andava à caça de amor.
Ciro tinha uma linda voz para miar à lua, enormes olhos cinzentos e uns bigodes muito catitas. Mas as gatas de Veneza viravam-lhe as costas.
É que as gatas de Veneza preferiam gatos de pêlo aveludado, gatos de pêlo ruivo, que são um pouco loucos, gatos malhados, que parecem ter vindo da selva, gatos brancos e doces como o leite.
Preferiam gatos que as cortejassem, que lhes sussurrassem palavras doces ao ouvido e que lhes trouxessem presentes, como ratos mortos ou caudas de lagartos.
Mas Ciro desprezava esse tipo de amor. Achava-o palerma. E dizia-o em voz alta, miando à lua, e as gatas, ofendidas, viravam-lhe as costas.
E o Ciro ficava sempre sozinho.”


 Boa viagem, diverte-te com o Ciro
 e oferece-lhe a tua amizade.

Ilustração Willian Matiola









VAIS GOSTAR TAMBÉM DE:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger..."