sexta-feira, 4 de outubro de 2013

É sexta feira, quero ir para a brincadeira

É isso mesmo, como na música do cantor português Boss AC.
Depois duma semana de estudo, desejas muita brincadeira no fim de semana. Aproveita, então, a boleia da nossa sugestão de leitura e diverte-te. A partida é na sala infantil/juvenil da Biblioteca Municipal.

A locomotiva
Texto de Julian Tuwin
Ilustração de Paulo Galindro
Edição Qual Albatroz


Este livro surgiu no âmbito da presidência polaca da União Europeia que decorreu no segundo semestre de 2011. A representação da Comissão Europeia em Portugal e a embaixada da Polónia em Portugal decidiram colaborar na edição e divulgação de uma obra representativa da literatura infantil polaca ainda inédita do público português. A escolha recaiu no poema “Lokomotywa”, publicado pela primeira vez em 1938 e escrito pelo modernista Julian Tuwim.
Poema curto, de 61 versos, é como uma onomatopeia gigante feita de palavras e expressões que imitam o som de um comboio que corre sonante pelos caminhos de ferro.
Editado inúmeras vezes no seu país de origem, ilustrado por vários artistas, é atualmente de leitura escolar obrigatória do primeiro ciclo na Polónia.
Para traduzir esta edição em Portugal foram escolhidos dois tradutores, - José Carlos Dias e Gerardo Beltrán - conhecedores profundos da cultura polaca que conseguiram que o poema fizesse sentido em português.


"Já na estação a locomotiva,
Pesada e enorme, sua aflitiva
Óleo de oliva.
Arfa, ofega e fogo bufa,
Da sua pança que treme e rufa:
Uf, que calor!
Puf, que calor!
Uh, que calor!
Puh, que calor!"
 

Julian Tuwim, nasceu em Lodz, Polónia em 13 de setembro de 1894, no seio duma família de judeus e faleceu em 27 de dezembro de 1953.

Estudou direito e filosofia na Universidade de Varsóvia. Poeta, tradutor de poesia, crítico, colecionador de textos esquisitos, dicionários, livros raros e outras coisas bizarras, escreveu letras de músicas sob o pseudónimo Oldlen.
Já em pequeno se notava a sua curiosidade pela linguagem e pela poesia. Tinha um caderno onde apontava todas as palavras esquisitas que encontrava e que depois analisava. Este seu amor e esta sua mania pelas palavras é o que torna a sua poesia inconfundível. Adorava brincar com os sons da língua, inventar palavras novas, trocando as voltas aos prefixos e sufixos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, emigrou para a Roménia, França, Portugal, Brasil e Nova Iorque, regressando à Polónia em 1946.
Foi diretor artístico do Teatro Nowy em Lodz, vencedor de vários prémios entre eles o prestigiado Laurel de Ouro da Academia Polaca de Literatura.
Considerado por alguns críticos como o maior escritor do modernismo polaco.
Em sua memória, o parlamento polaco decretou o ano de 2013 como o Ano de Tuwim.

Bom fim de semana
Boa viagem
 
Ilustração de Carll Cneut

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