09 julho 2024

EU SOU UM LIVRO QUE GOSTA DE FAZER PERGUNTAS

 Eu gosto mais de um mundo com perguntas do que um mundo com respostas, porque eu gosto de investigar e também gosto de confundir. Fazer perguntas é confundir o mundo e um mundo sem confusão e investigação é um mundo triste e aborrecido. E é por isso que, em vez de responder às perguntas, prefiro fazer perguntas às perguntas. Sobretudo às perguntas que me perguntam muitas vezes.

Como é que isso se faz??

Respondo com outra pergunta: Para que serve?


O livro "Para que serve?", 
escrito por José Maria Vieira Mendes, 
ilustrado por Madalena Matoso
e editado por Planeta Tangerina, 
foi um dos 200 títulos de 54 países, escolhido em 2021, 
pela Biblioteca Internacional da Juventude de Munique, na Alemanha.

Fundada em 1949, é considerada a maior biblioteca do mundo de literatura para crianças e jovens, com um acervo de mais de meio milhão de livros e com uma programação regular de promoção do livro e da leitura.
Reúne anualmente uma seleção dos melhores livros para a infância e juventude publicados em vários países e em diversas línguas, elabora um catálogo de divulgação internacional e atribui um selo intitulado White Ravens.



A Biblioteca de Munique justificou a escolha deste livro, por ser um livro «pouco usual e bastante brilhante - simples, inteligente, surpreendente, divertido e hábil em apresentar ideias simples aos leitores.»

Ilustração Madalena Matoso






02 julho 2024

VELOZ COMO O VENTO...

 foi escrito há mais de 60 anos pela escritora belga Gine Victor, que lhe valeu em 1960 o Prix Jeunesse, atribuído em França ao melhor livro para jovens.

Fala acerca da história verídica de Kumbo, filho adotivo de um chefe mongol, e do seu cavalo negro selvagem, Veloz como o Vento.

Acerca do livro disse a autora: «A história que vou contar é verdadeira. Aconteceu há cerca de trinta anos no planalto de Oum-Tchim-Sin, na Mongólia Interior. (...) Na época em que Kumbo adestrava o seu pequeno pónei negro, os nómadas dessas estepes imensas viviam ainda como tinham vivido os pais e os pais dos seus pais. Armavam as tendas de feltro junto de locais onde havia água e pastagens. Vigiavam os imensos rebanhos de carneiros, camelos e pequenos cavalos meio selvagens, galopando todo o dia pelos quatro cantos do seu domínio. Os descendentes dos terríveis guerreiros de Gengiscão tinham-se tornado um povo de pacíficos pastores.»


Guerreiros da Mongólia

A tradução portuguesa original, que a presente edição da Ponto de Fuga recupera, foi assegurada pelo poeta Herberto Helder, cujo estilo inconfundível se reconhece na prosa arrebatadora desta empolgante aventura.

Gine Victor nasceu em Mons, na Bélgica. Jornalista e autora de romances para jovens, viveu vários anos na China da primeira metade do século XX. As impressões que então recolheu das paisagens, das gentes e das milenares tradições orientais marcam indelevelmente a sua obra. O exotismo dos cenários, o ritmo das aventuras e a capacidade evocativa da escrita, com uma linguagem rica mas acessível, envolvem os leitores e educam para os valores da experiência, da diversidade e da empatia.






19 junho 2024

ISTO NÃO ACABA AQUI!

Com as crianças do Arco Íris, que recebemos hoje, na nossa atividade da "Hora do Conto", chega também ao fim esta atividade dirigida aos estabelecimentos de ensino, uma vez que, se aproxima o término das aulas.

Foram muitos dias por onde passaram variadíssimas histórias e 2 milhares de crianças, mais precisamente, 
2086 crianças, 
algumas vindas de outro concelho, que nos visitaram neste ano letivo.






No entanto, a atividade mantém-se para quem a procurar: famílias com grupos de crianças, centros de tempos livres, etc.

Basta entrarem em contacto com a Biblioteca Municipal, através do telefone 244 573322 ou para o email: biblioteca.municipal@cm-mgrande.pt




Boas Férias



14 junho 2024

VAMOS SALVAR O NOSSO PLANETA...

com a ajuda do Piu

O Piu vai esvoaçando pelos recantos do nosso planeta, vendo cenários desoladores e difíceis de acreditar. Sempre pronto, Piu quer ajudar os animais com quem se cruza e salvar o planeta da destruição. 

«Andava a passear Piu, o passarinho (...)
Ao pousar numa pedra, ela começou a falar!
Diz que ganhou vida para o poder avisar:
"Precisamos da tua ajuda! 
Por favor escuta com atenção: O planeta
está doente por causa desta poluição! (...)
E há tanto, tanto, que se pode fazer!
Se vires as pessoas podes-lhes dizer?"»



"Piu e o planeta" escrito e ilustrado por Tânia Bailão Lopes, é um livro de sensibilização ambiental e ecológica que visa a promoção de hábitos sustentáveis para a preservação do nosso planeta e de todos os ecossistemas naturais. Como refere a autora, são as crianças que têm a capacidade de questionar os adultos a mudar o mundo.

Vem descobrir o que podes fazer para ajudar.


Tânia Bailão Lopes nasceu em agosto de 1983. Abraça desde cedo o fascínio pelas pequenas coisas da vida e é nas artes que se descobre. Licenciada em Serviço Social e Mestre em Psicologia Clínica, a pintura torna-se uma ferramenta de comunicação, onde assume uma atitude interventiva e uma personalidade heterogénea. Exerce na sua área de formação durante 10 anos, optando em 2016, por se dedicar, exclusivamente, à criação artística, escrita e ilustração. Desenvolve trabalhos nas escolas, de norte a sul do país, promovendo a literatura, criatividade e valores humanos nos mais novos. Premiada na área da Pintura, Literatura e Ilustração Infantil, já ilustrou mais de 80 livros. Como adora criar histórias, embarca no mundo da escrita em 2013. 
Tem 12 histórias publicadas - que a Biblioteca dispõe para empréstimo - e muitas mais a aguardar publicação. 
Os seus livros, "Piu e o Planeta" e "Maria Morte" integram o Plano Nacional de Leitura.


recebemos a Tânia, aqui na Biblioteca, a dinamizar uma atividade e gostámos muito, nós, e os pequeninos que assistiram.




BOM FIM DE SEMANA



29 maio 2024

«É PRECISO CONTAR HISTÓRIAS ÀS NOSSAS CRIANÇAS»

 E se o Sol deixasse de se levantar e o mundo se cobrisse de escuro e frio, dando origem à escassez de alimentos?

Seria possível alimentar as crianças de histórias?

Foi isso, que pensaram Kalunga e a sua esposa Kianda, em relação aos seus três pequenos filhos, num inverno que se encheu de escuridão, numa remota aldeia africana.

Ilustração Danuta Wojciechowska

Enquanto o marido iria pelos campos em busca de comida, Kianda partiu pelo mundo à procura de histórias.

Conseguiu trazer muitas histórias, através dum objeto que lhe foi oferecido pelos reis do fundo do mar.

Que objeto foi esse?


Vem descobri-lo, no livro de
Mia Couto, "O rio infinito"

De dentro dele, os meninos ouviam o mar, o rio de todos os rios, o primeiro de todos os ventres. Nessa escuta, eles atravessavam a fronteira que separa a água e a luz, que é a mesma que separa o sonho e a vida. Eles sabiam onde se esconde o novelo do tempo.








24 maio 2024

O LIVRO DO ANO

 "1 de Maio

Todos os dias faço coisas estranhas, pois tenho medo do Instituto das Pessoas Normais. O vizinho de baixo diz que eles aparecem a meio da noite ou a meio do dia, quando menos esperamos. Trazem uma mala e, nessa mala, um questionário. Se formos normais, eles internam-nos. 

4 de Maio

Hoje, um homem aproximou-se de mim. Vestia fato e usava gravata, mas eu reconheci-o de imediato. Era um homem do Instituto. Estava disfarçado de pessoa normal. Perguntou-me as horas e eu disse: Tenho dois trovões dentro dum envelope dos correios. O da esquerda é de madeira e o do meio é fêmea. É assim que nascem as cartas. Ele, surpreendido com a minha resposta, foi-se embora e não me internou. Mas, por via das dúvidas, fui para casa com os sapatos calçados nas mãos."

"O livro do ano", de Afonso Cruz, são páginas feitas de memórias, do diário de uma menina que atira palavras aos pombos e sabe quanto tempo demora uma sombra a ficar madura. 



Escreve,  mesmo em dias imaginados.

"30 de Fevereiro

Caí na rua de baixo e fiz uma ferida no joelho. Foi exactamente neste dia que comecei a escrever este diário."


Vamos ver o mundo pelos olhos de uma criança?



Ilustração Aoyama Kazuyo




10 maio 2024

A SEMANA TERMINA ASSIM...

 ...com o Jardim de Infância da Moita, que mais uma vez, participou com muito entusiasmo, na atividade da Hora do Conto.




Para a semana já temos agendados outros estabelecimentos de ensino, o que nos deixa muito confiantes com o trabalho que desenvolvemos, junto destes pequenos leitores.


Bom fim de semana



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